Foi por culpa do Judiciário, e do estado brasileiro, que o Brasil chegou aonde chegou, nesta zona religiosa da qual nos encontramos hoje. Explico: As autoridades, sendo desrespeitadas pela sociedade, em via de não respeitar suas leis, seus parâmetros sociais e sua legislação em geral; se acharam nas leis bíblicas o formato ideal para conter os ânimos sociais e aprisionar através de dogmas àqueles, conhecidos atualmente, como bandidos.
É por isso que muitos intelectuais admitem que a religião “faz bem” ao ser humano, porque se parte do pressuposto, que respeitando as leis de deus, automaticamente, respeitará as leis dos homens; e isto, esta metódica, deixou o estado fraco, suas leis inócuas, pois o indivíduo passou a respeitar as autoridades religiosas ao invés de respeitar as autoridades constituídas pelo estado; através do qual, a missiva passa a ser atualmente, os homens de a lei rogarem reverência aos homens da religião.
Por outro lado, a culpa do estado caiu na soberba de não prover o necessário conhecimento ao seu povo; através de estudos primários e técnicos; só agora este governo federal criou vários projetos para que os brasileiros voltem a estudar; até mesmo pelo fator de terapia ocupacional. Sem estudo, sem conhecimento, e sem a mania de pensar, o povo caiu nas garras dos mais espertos, provendo-lhe dinheiro, através de dízimos e conforto espiritual, através de “certo” ou “errado” advindo de supostas leis bíblicas.
A imprensa brasileira, principalmente em Rondônia, é obrigada a ficar de um lado, ou de outro, sob pena de perder clientes, leitores, ou telespectadores; haja vista, que a maioria do público brasileiro, ou é católico, ou evangélico; e seria fatalidade ficar contra estas duas facções; Já na política é que a cachorrada corre solta; é vergonhoso um político se postar do lado de um padre, ou de um pastor, para garantir a sua receptividade naquele público religioso.
Porquanto, os leitores se perguntam: e você Miguel Montte, vive do que? E eu respondo: vivo dos 10% da população, formada por homens de pensamentos livres, pelo qual presto consultoria publicitária e agrego valores comerciais aos meus empreendimentos; contudo, garanto a minha independência e permaneço com pensamento livre. Mas isto está mudando e só não ver os cegos parasitários da sociedade, pois, Rondônia se transformou no maior pólo educacional da região norte, formando doutores em diversas áreas, que por sua vez, dotados de conhecimentos técnicos irão perpetuar o legado do saber, e assim, perpetuam também a dádiva em que o povo irá respeitar a sua legislação, o seu estado, ao invés de respeitar seus dogmas.
E ainda perguntam: e você Miguel Montte: Não crer em Deus? E eu respondo: Creio em Deus, mas não creio em Padres e Pastores. Creio em Deus lá em cima, e creio em mim como filho aqui embaixo; sendo pai e filho dotados de mesma essência, assim como e em cima é embaixo, assim, como é embaixo é em cima.
Mas você Miguel Montte, não queria ser político? Respondo: Tenho vaga do meu partido para ser candidato a deputado federal, mas pensando deste jeito, só tenho votos dos intelectuais que geralmente são ocultos, e pensando desta forma, os meus votos dariam apenas para ser presidente de bairro; mas alguém tem que pensar livremente, pois não adianta me corromper, só para estar junto à maioria; desta forma, seria a mesma coisa em estar na Avenida Carlos Gomes, rodando bolsinha, e cobrando R$ 20,00 por um sexo; ou seja, vender as convicções é a mesma coisa de vender seu corpo.
Muitos pensam assim, como eu, principalmente os universitários, mas tem medo de expressar seus pensamentos e sentimentos, pois a sociedade lhe cobrará um pedágio muito exacerbado, já que muitos são funcionários, ou estudantes permissionários, sendo assim estão ligados a nichos ortodoxos que exigem posturas dogmáticas. Mas e os pensadores de antigamente? Respondo: Morreram de fome em vida e entraram no rol da fama em morte; a exemplo do jornalista Elifas Levy, que há 250 anos atrás revolucionou a filosofia, dotando seus leitores de pensamentos livres; morreu como verdureiro, mas deixou obras literárias que hoje valem milhões e tem seguidores por todo o mundo.
Cara, Você é Miguel Montte?
Disse-me um estudante na rua.
Sou!
Cara, você é muito doido, seus artigos são repassados pelo MSN, orkut e tal, e a galera queria levar você na escola para dar uma palestra, mas a professora disse que você é o capeta.
Além de sorrir muito, recebo mensagens como esta diariamente. Certo dia uma velhinha me falou: Senhor se entregue pra Jesus. E eu respondi: Não posso senhora, a sua energia cristica já esta dentro de mim. Até que eu explique que focinho de porco não é tomada, perco meu tempo e minha oratória. E a vida continua... Estes meus artigos só servem para refletirmos e não sermos usados por pessoas tão ignorantes quanto à gente.
Portanto, já que as autoridades do estado silenciaram quanto esta zona que ai está, basta agora que o povo busque sua libertação através do conhecimento; estudando, cursando uma faculdade, enfim, aprendendo a pensar, o mundo será bem diferente, ou então estaremos todos bem amarrados... Em nome de Jesus!
Miguel Montte, é jornalista/Publicitário.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Tem nossa senhora pra todos os gostos! Por Miguel Montte.
Antes de tudo salientamos que é crime ridicularizar religião brasileira, seja ela, qual for; Contudo, constitucionalmente, é livre a manifestação do meu pensamento, sendo este, de forma reflexiva e não ofensiva; assim, pretendo neste artigo decorrer sob fatos alegóricos e utilizar o tema religioso sob forma de debate. Pois bem, hoje, 12/10/2009, se comemora o dia das crianças, nada mais justo que prestar uma homenagem àqueles em que amamos; àqueles que momentaneamente nos retira da realidade e nos leva ao mundo da fantasia; a exemplo, no meu caso, que tenho um filho de quatro anos, donde tenho que me transformar em “Ben 10” para alimentar o ímpeto fantasioso de um mundo encantado e mágico; neste momento, não me interessa a cotação do dólar, a arroba do boi, nem se o Brasil perdeu pra Bolívia, com seu futebol arcaico; o que me interessa mesmo é o momento de lazer, proporcionado a mim por Deus ao me ofertar a responsabilidade de favorecer a evolução de uma alma.
Mas, hoje, 12/10/09, não é feriado no Brasil por ser o dia das crianças; hoje, é feriado no Brasil para prestarmos reverência a uma estátua de gesso, encontrada por pescadores em um rio, denominada depois de nossa senhora Aparecida, e que lhe atribui, coincidentemente, diversos milagres; mas, não se sabe a história de Nossa Senhora Aparecida, quem era? Onde nasceu? Como viveu? Quando foi iluminada? Quando se tornou santa? Apenas está personificada em uma estatua; No caso de São Francisco de Assis, conhecemos sua história, seu legado e seus milagres, e sua santificação; tudo documentalmente registrado; assim, temos como ovacionar um homem santo, pois, nos emotiva á um dia chegarmos a este nível; pois sua vida foi pautada sob uma meta, a de servir ao próximo.
Mas, e os milagres atribuídos à estátua de gesso? Digo; a nossa senhora Aparecida? Quanto a isto, a ciência explica a força do pensamento humano, pelo qual, direcionado e focado pelo desejo e a vontade da materialização do anseio; se torna infalível, através do qual se cria um campo de força energético que culmina com o resultado, simplesmente pela visualização da aspiração.
Como exemplo, analisamos os guerreiros templários, que acreditavam que suas espadas eram “poderosas”; nenhum guerreiro tinha as espadas que os templários ostentavam, pois só a eles eram outorgada a dádiva divina em tê-las; por assim dizer, quando se dirigiam para batalha a auto-estima do templário já estava mais elevado que de seus adversários; pois a força do seu pensamento se direcionava a espada, que por reação, o devolvia na mesma proporção de segurança, altivez e credibilidade; nesta ação, sabemos que suas espadas eram consagradas em rituais templários, e ostentavam uma simbologia sagrada perpetuada por uma tradição advinda da providência.
É a mesma coisa deste combativo jornalista, antes de iniciar meus trabalhos operacionais, fazer uma prece ritualística, pela qual, santificará e consagrará o meu computador, e dádiva esta crendo que fora ofertada a mim por Deus, que me aconchegará em um manto sagrado; donde me afirma que nenhum Jornalista escreverá como eu, pois a minha escrita advém das hostes divinas; logicamente, que após este ato, foi enviado um comando ao meu cérebro que o que eu escrever estará santificado, então, desde já sou superior a qualquer um outro Jornalista; da mesma forma se faz para curar um câncer, apenas pela força do pensamento; donde a imagem de gesso, da Nossa Senhora Aparecida, funcionará como um condutor que levará os nossos pensamentos a meta principal, qual seja? Curar o câncer. Então de forma ritualística, e já sabendo da fama que a nossa senhora ostenta - o que me já tranqüiliza - a prontifico em um lugar sagrado em minha residência, acendo algumas velas, para propiciar o clima religioso e elejo dois horários por dia para minhas orações e um contato de intercambio entre minha fé e as dádivas divinas; ao elevar meus pensamentos a Deus e realizar os pedidos, desde já, meu cérebro me dá um conforto, e nisto me encontro “garantido”, pois sou auxiliado por uma santa que tem livre acesso a Deus, e neste caso intercederá a meu favor. Com a prática, me sinto mais confortável e certo que serei ajudado; desta forma meus pensamentos levaram certos comandos psíquicos ao meu cérebro, que através de um sistema de anticorpos detectou o problema e paulatinamente operará a resolução da dita dificuldade, pois este é o meu desejo e a minha vontade; assim, e sendo assim, neste intento, posso não só utilizar uma imagem de gesso, como posso utilizar uma espada, uma vassoura, uma pedra... Pois o objeto só serve como um veículo que conduzirá o nosso pensamento a meta que ansiemos.
O homem é a imagem de Deus pelos seus atos e a semelhança pelo pensamento; sendo assim, se unirem os nossos divinos atos e os nossos divinos pensamentos, poderemos operar milagres; este é o maior de todos os milagres, saber que Deus inseriu ao homem poderes divinos tanto quanto os seus; só não entendemos como podemos cair tanto, ao ponto de outorgar os poderes que seriam para nós, a uma imagem de gesso, que nem sabemos quem ela foi... Por outro lado, é de prestar homenagem àquele que inseriu poderes a uma imagem de gesso ao ponto de um país parar em feriado e fazer milhões de pessoas reverenciarem tal “santidade”... Este cidadão sim, é digno de homenagem, pois fez de uma imagem de gesso a maior autoridade de um país... Superior até mesmo de o presidente da República. Gostaria de saber seu nome, e gostaria de sua foto, para fazer uma imagem de gesso e prestar-lhes homenagens... Vai ser esperto assim lá no Brasil!
Miguel Montte, é jornalista/Publicitário.
miguelmontte@190ro.com.br
Mas, hoje, 12/10/09, não é feriado no Brasil por ser o dia das crianças; hoje, é feriado no Brasil para prestarmos reverência a uma estátua de gesso, encontrada por pescadores em um rio, denominada depois de nossa senhora Aparecida, e que lhe atribui, coincidentemente, diversos milagres; mas, não se sabe a história de Nossa Senhora Aparecida, quem era? Onde nasceu? Como viveu? Quando foi iluminada? Quando se tornou santa? Apenas está personificada em uma estatua; No caso de São Francisco de Assis, conhecemos sua história, seu legado e seus milagres, e sua santificação; tudo documentalmente registrado; assim, temos como ovacionar um homem santo, pois, nos emotiva á um dia chegarmos a este nível; pois sua vida foi pautada sob uma meta, a de servir ao próximo.
Mas, e os milagres atribuídos à estátua de gesso? Digo; a nossa senhora Aparecida? Quanto a isto, a ciência explica a força do pensamento humano, pelo qual, direcionado e focado pelo desejo e a vontade da materialização do anseio; se torna infalível, através do qual se cria um campo de força energético que culmina com o resultado, simplesmente pela visualização da aspiração.
Como exemplo, analisamos os guerreiros templários, que acreditavam que suas espadas eram “poderosas”; nenhum guerreiro tinha as espadas que os templários ostentavam, pois só a eles eram outorgada a dádiva divina em tê-las; por assim dizer, quando se dirigiam para batalha a auto-estima do templário já estava mais elevado que de seus adversários; pois a força do seu pensamento se direcionava a espada, que por reação, o devolvia na mesma proporção de segurança, altivez e credibilidade; nesta ação, sabemos que suas espadas eram consagradas em rituais templários, e ostentavam uma simbologia sagrada perpetuada por uma tradição advinda da providência.
É a mesma coisa deste combativo jornalista, antes de iniciar meus trabalhos operacionais, fazer uma prece ritualística, pela qual, santificará e consagrará o meu computador, e dádiva esta crendo que fora ofertada a mim por Deus, que me aconchegará em um manto sagrado; donde me afirma que nenhum Jornalista escreverá como eu, pois a minha escrita advém das hostes divinas; logicamente, que após este ato, foi enviado um comando ao meu cérebro que o que eu escrever estará santificado, então, desde já sou superior a qualquer um outro Jornalista; da mesma forma se faz para curar um câncer, apenas pela força do pensamento; donde a imagem de gesso, da Nossa Senhora Aparecida, funcionará como um condutor que levará os nossos pensamentos a meta principal, qual seja? Curar o câncer. Então de forma ritualística, e já sabendo da fama que a nossa senhora ostenta - o que me já tranqüiliza - a prontifico em um lugar sagrado em minha residência, acendo algumas velas, para propiciar o clima religioso e elejo dois horários por dia para minhas orações e um contato de intercambio entre minha fé e as dádivas divinas; ao elevar meus pensamentos a Deus e realizar os pedidos, desde já, meu cérebro me dá um conforto, e nisto me encontro “garantido”, pois sou auxiliado por uma santa que tem livre acesso a Deus, e neste caso intercederá a meu favor. Com a prática, me sinto mais confortável e certo que serei ajudado; desta forma meus pensamentos levaram certos comandos psíquicos ao meu cérebro, que através de um sistema de anticorpos detectou o problema e paulatinamente operará a resolução da dita dificuldade, pois este é o meu desejo e a minha vontade; assim, e sendo assim, neste intento, posso não só utilizar uma imagem de gesso, como posso utilizar uma espada, uma vassoura, uma pedra... Pois o objeto só serve como um veículo que conduzirá o nosso pensamento a meta que ansiemos.
O homem é a imagem de Deus pelos seus atos e a semelhança pelo pensamento; sendo assim, se unirem os nossos divinos atos e os nossos divinos pensamentos, poderemos operar milagres; este é o maior de todos os milagres, saber que Deus inseriu ao homem poderes divinos tanto quanto os seus; só não entendemos como podemos cair tanto, ao ponto de outorgar os poderes que seriam para nós, a uma imagem de gesso, que nem sabemos quem ela foi... Por outro lado, é de prestar homenagem àquele que inseriu poderes a uma imagem de gesso ao ponto de um país parar em feriado e fazer milhões de pessoas reverenciarem tal “santidade”... Este cidadão sim, é digno de homenagem, pois fez de uma imagem de gesso a maior autoridade de um país... Superior até mesmo de o presidente da República. Gostaria de saber seu nome, e gostaria de sua foto, para fazer uma imagem de gesso e prestar-lhes homenagens... Vai ser esperto assim lá no Brasil!
Miguel Montte, é jornalista/Publicitário.
miguelmontte@190ro.com.br
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Um ponto para Globo. – Por Miguel Montte
A rede Globo de Televisão acertou o alvo ao divulgar em seu horário nobre o programa “Sagrado” pelo qual torna acessível à população brasileira, diversas correntes religiosas; é um passo importante para iniciar a plena democracia em um meio atualmente prestes a detonar uma guerra civil, ou santa, no Brasil. Vejamos: Isto porque a Globo divulga aos domingos suas pretensões católicas; por outro lado sabemos que o nicho católico ainda é o maior no Brasil; esta talvez seja o porquê de a Globo pender por este lado; Contudo, e em conseqüência, a segunda maior emissora televisiva do Brasil, a Record, tende a ser sempre inimiga das hostes católicas e vangloriar seus atributos evangélicos.
Com esta idéia, a Globo dissemina no público brasileiro o conhecimento, de algumas correntes sem dogmas, onde leva o telespectador ao momento de reflexão, neste ato, ele vai pensar, pensando, logo vai existir um ser que interroga, indaga e questiona... Agindo assim, é um pequenino passo para o desenvolvimento material e espiritual do ser humano, que porventura muitas religiões não permitem.
“Um Salve” pra Globo que nesta semana veiculou em seu “Sagrado” os ensinamentos Budistas, que tem em sua máxima a filosofia de “acalmar a mente”; Oxalá pudesse a Globo veicular algo sobre a filosofia Rosacruz, mesmo não sendo Religião, esta fraternidade vem mudando a vida de várias pessoas por todo o mundo e é a preconizadora de outras fraternidades, a exemplo da Maçonaria; então a partir desta iniciativa da Globo, outros veículos possam fazer o mesmo e difundir outras tendências religiosas; quem sabe, através disto, poderemos ser um país de pessoas que pensam, e não aquelas comandadas por pessoas que lhes aprisionam.
Em um país como o Brasil onde a prevalência religiosa se restringe a duas vertentes, a exemplo da católica e evangélica, esta atitude da Globo foi muito corajosa, pois ao veicular noções de Candomblé, a emissora poder-se-ia ridicularizar, por fazer, na ótica de dogmáticos, apologia ao demônio. Então, estaria tudo amarrado em nome de Jesus.
Sabemos que a religião católica é a que mais perde adeptos para o budismo, em todo o mundo, dados publicados recentemente em veículos de comunicação do meio. Por outro lado, os evangélicos, que migraram do catolicismo, tendem agora a descobrir novos rumos teológicos e filosóficos, já que, nas dependências evangélicas, restaram dúvidas diversas, umas das quais seriam a de que o homem não é esta ralé pintada por dogmáticos que o insere no centro de todos os pecados na história da humanidade.
Um outro ponto crucial que culmina com a debandada de evangélicos do meio, é a da prática de se trucidar a auto-estima do cristão; deixando-o em uma vida vegetativa, sem prosperidade, sem amor próprio; através do qual se preconiza a máxima em que o ser - humano é pecador, e assim terá que ser, venerando um Deus que lhe obriga a vestir roupas de cores neutras, rostos apáticos, indolentes, e sem o sabor de vangloriar seu sucesso através do seu livre-arbítrio: a máxima é: Em nome de Jesus, que poderia ser em seu próprio nome.
Já está escrito que nos próximos mil anos, a filosofia mística entrará nas vidas das pessoas de forma contundente; o fato inicial para isto é que a sociologia e filosofia serão obrigatórias nos ensinos fundamentais e médios do Brasil, como já são em outros países; agora, os estudantes irão alardear: Penso, logo existo, ao invés de dizer: Ta tudo amarrado!
Miguel Montte, FRC, M, E+C, Jornalista/Publicitário.
Com esta idéia, a Globo dissemina no público brasileiro o conhecimento, de algumas correntes sem dogmas, onde leva o telespectador ao momento de reflexão, neste ato, ele vai pensar, pensando, logo vai existir um ser que interroga, indaga e questiona... Agindo assim, é um pequenino passo para o desenvolvimento material e espiritual do ser humano, que porventura muitas religiões não permitem.
“Um Salve” pra Globo que nesta semana veiculou em seu “Sagrado” os ensinamentos Budistas, que tem em sua máxima a filosofia de “acalmar a mente”; Oxalá pudesse a Globo veicular algo sobre a filosofia Rosacruz, mesmo não sendo Religião, esta fraternidade vem mudando a vida de várias pessoas por todo o mundo e é a preconizadora de outras fraternidades, a exemplo da Maçonaria; então a partir desta iniciativa da Globo, outros veículos possam fazer o mesmo e difundir outras tendências religiosas; quem sabe, através disto, poderemos ser um país de pessoas que pensam, e não aquelas comandadas por pessoas que lhes aprisionam.
Em um país como o Brasil onde a prevalência religiosa se restringe a duas vertentes, a exemplo da católica e evangélica, esta atitude da Globo foi muito corajosa, pois ao veicular noções de Candomblé, a emissora poder-se-ia ridicularizar, por fazer, na ótica de dogmáticos, apologia ao demônio. Então, estaria tudo amarrado em nome de Jesus.
Sabemos que a religião católica é a que mais perde adeptos para o budismo, em todo o mundo, dados publicados recentemente em veículos de comunicação do meio. Por outro lado, os evangélicos, que migraram do catolicismo, tendem agora a descobrir novos rumos teológicos e filosóficos, já que, nas dependências evangélicas, restaram dúvidas diversas, umas das quais seriam a de que o homem não é esta ralé pintada por dogmáticos que o insere no centro de todos os pecados na história da humanidade.
Um outro ponto crucial que culmina com a debandada de evangélicos do meio, é a da prática de se trucidar a auto-estima do cristão; deixando-o em uma vida vegetativa, sem prosperidade, sem amor próprio; através do qual se preconiza a máxima em que o ser - humano é pecador, e assim terá que ser, venerando um Deus que lhe obriga a vestir roupas de cores neutras, rostos apáticos, indolentes, e sem o sabor de vangloriar seu sucesso através do seu livre-arbítrio: a máxima é: Em nome de Jesus, que poderia ser em seu próprio nome.
Já está escrito que nos próximos mil anos, a filosofia mística entrará nas vidas das pessoas de forma contundente; o fato inicial para isto é que a sociologia e filosofia serão obrigatórias nos ensinos fundamentais e médios do Brasil, como já são em outros países; agora, os estudantes irão alardear: Penso, logo existo, ao invés de dizer: Ta tudo amarrado!
Miguel Montte, FRC, M, E+C, Jornalista/Publicitário.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
O crédito, dos bons políticos. – Por Miguel Montte.
Neste último artigo, em 30.09.2009, discutimos o débito cármico dos maus políticos; hoje, porém, vamos decorrer a respeito do crédito; isto mesmo! Existem bons políticos e para seus feitos são gerados créditos no universo, principalmente porque o crédito é de forma coletiva, pelo qual foram beneficiadas diversas pessoas, seja, por uma próspera lei criada, uma ação enérgica a favor de uma categoria, enfim, o crédito passa a valer na conta cósmica do político bom, e na balança da justiça divina, este será computado e lançado nesta contabilidade de Deus.
Como exemplo, vamos nos ater aos novos rumos de Rondônia, inicialmente vamos analisar os dois novos shoppings de Porto Velho, um já pronto e funcionando, com quase Mil profissionais contratados direta e indiretamente, e outro com previsão de inauguração em até Dezembro de 2010; este previsivelmente contratará cerca de também Mil pessoas direta e indiretamente; Porquanto, imagine a pessoa (ou as pessoas) que idealizou estes projetos, o crédito que ela conquistou com Deus, ao oferecer a uma família a oportunidade de crescimento social, intelectual e material, através dos seus trabalhos, e as outras famílias a oportunidade de conviver harmoniosamente em momentos de lazer.
Imagine também o político (ou políticos) que idealizou a vinda de duas hidrelétricas à Rondônia, oportunizando progresso em vários aspectos, imagine também, o político (ou políticos) que idealizou a abertura de novas estradas para o escoamento da produção agrícola, e a abertura do desenvolvimento econômico, imagine salários do funcionalismo público pago em dia, imaginem, os fornecedores do erário sendo pagos em dia, imagine, a educação, a saúde, a segurança, em pleno funcionamento; isto funcionando 100% resulta em crédito, e este crédito, o bom político receberá o seu pagamento das forças cósmicas, operando diretamente sob a sua Luz; logicamente advinda do próprio Deus.
A Egrégora.
Agora imagine na hora mais abençoada de uma família, quando o almoço é servido, o Pai, junto com os filhos e a esposa, saboreando o fruto dos esforços profissionais do Pai, quando este conquistara respeito através de sua carteira de trabalho devidamente assinada e neste momento sagrado se emanam pensamentos positivos de Luz, Vida e Amor ao bom político que oportunizou este momento de magnífico esplendor; Como já observamos, pensamentos são energias que se esvaem e tem um ponto certo de chegada, e logicamente este receptor (O bom político) que receberá estes bons fluidos energéticos, os transformará em energias concretas, que alguns as denominam de bênçãos.
E assim vão se generalizando diversos pontos de luzes, que aos milhares, vão emanando pensamentos benéficos aos bons, estes agraciados pelas hostes divinas, são receptores destes bons pensamentos, e se formam uma caixa-forte, impenetrável, onde ninguém, e nenhum mau, arrisca penetrar; como um soldado de Deus, este político se fortificará ao ponto de sua luz contagiar os seus e por força da lei da causa e efeito destruir sumariamente os maus. Sem citar nomes, pois em Rondônia, conheço bons políticos, constatamos que muitos caem a sua esquerda e outros caem a sua direita, sem mau algum lhe atingir.
Existem pessoas que são tão próximas a Deus, que muitos inimigos tentam apagar a sua Luz e não conseguem; inacreditavelmente, após um tempo silencioso, esta pessoa volta com força tal, que apenas a sua presença ofusca os maus; Além disto, alguns abençoados, que trazem amigos invisíveis ao seu lado, opera uma guerra, e como soldados templários destroem os maus sem estes se aperceberem desta destruição. Alguns titulam estes invisíveis de Anjos, de Guardiães, de Santos-Protetores, de Deus, enfim, como em um passe de mágica, eis que surge, ele, o bom, de pé, de novo...
Desta vez, conclamo aos meus leitores para escolher um político, pelo qual, você acredita piamente que este seja bom, imagine que este se encontra em um cone, ou uma pirâmide de Luz, uma luz de cor dourada, e por sua vez, este está totalmente fortificado e protegido pela força emanada do seu pensamento. Este cone, ou esta pirâmide de Luz, representa simbolicamente a força benéfica que tem seu pensamento, e, pelos auspícios divinos, outorgado a você pela Luz que vem da providência, fora transmitida ao bom político. Tenha absoluta certeza, que estas bênçãos funcionam da mesma forma que uma prece, uma oração, dirigida a quem merece.
Desta forma, a cada ação, existe uma reação, esta mesma Luz emanada através dos seus pensamentos aos bons, voltará para você... e assim, Esta Feito!
Miguel Monte, FRC, M, E+C, é Jornalista/Publicitário.
miguelmontte@190ro.com.br
Como exemplo, vamos nos ater aos novos rumos de Rondônia, inicialmente vamos analisar os dois novos shoppings de Porto Velho, um já pronto e funcionando, com quase Mil profissionais contratados direta e indiretamente, e outro com previsão de inauguração em até Dezembro de 2010; este previsivelmente contratará cerca de também Mil pessoas direta e indiretamente; Porquanto, imagine a pessoa (ou as pessoas) que idealizou estes projetos, o crédito que ela conquistou com Deus, ao oferecer a uma família a oportunidade de crescimento social, intelectual e material, através dos seus trabalhos, e as outras famílias a oportunidade de conviver harmoniosamente em momentos de lazer.
Imagine também o político (ou políticos) que idealizou a vinda de duas hidrelétricas à Rondônia, oportunizando progresso em vários aspectos, imagine também, o político (ou políticos) que idealizou a abertura de novas estradas para o escoamento da produção agrícola, e a abertura do desenvolvimento econômico, imagine salários do funcionalismo público pago em dia, imaginem, os fornecedores do erário sendo pagos em dia, imagine, a educação, a saúde, a segurança, em pleno funcionamento; isto funcionando 100% resulta em crédito, e este crédito, o bom político receberá o seu pagamento das forças cósmicas, operando diretamente sob a sua Luz; logicamente advinda do próprio Deus.
A Egrégora.
Agora imagine na hora mais abençoada de uma família, quando o almoço é servido, o Pai, junto com os filhos e a esposa, saboreando o fruto dos esforços profissionais do Pai, quando este conquistara respeito através de sua carteira de trabalho devidamente assinada e neste momento sagrado se emanam pensamentos positivos de Luz, Vida e Amor ao bom político que oportunizou este momento de magnífico esplendor; Como já observamos, pensamentos são energias que se esvaem e tem um ponto certo de chegada, e logicamente este receptor (O bom político) que receberá estes bons fluidos energéticos, os transformará em energias concretas, que alguns as denominam de bênçãos.
E assim vão se generalizando diversos pontos de luzes, que aos milhares, vão emanando pensamentos benéficos aos bons, estes agraciados pelas hostes divinas, são receptores destes bons pensamentos, e se formam uma caixa-forte, impenetrável, onde ninguém, e nenhum mau, arrisca penetrar; como um soldado de Deus, este político se fortificará ao ponto de sua luz contagiar os seus e por força da lei da causa e efeito destruir sumariamente os maus. Sem citar nomes, pois em Rondônia, conheço bons políticos, constatamos que muitos caem a sua esquerda e outros caem a sua direita, sem mau algum lhe atingir.
Existem pessoas que são tão próximas a Deus, que muitos inimigos tentam apagar a sua Luz e não conseguem; inacreditavelmente, após um tempo silencioso, esta pessoa volta com força tal, que apenas a sua presença ofusca os maus; Além disto, alguns abençoados, que trazem amigos invisíveis ao seu lado, opera uma guerra, e como soldados templários destroem os maus sem estes se aperceberem desta destruição. Alguns titulam estes invisíveis de Anjos, de Guardiães, de Santos-Protetores, de Deus, enfim, como em um passe de mágica, eis que surge, ele, o bom, de pé, de novo...
Desta vez, conclamo aos meus leitores para escolher um político, pelo qual, você acredita piamente que este seja bom, imagine que este se encontra em um cone, ou uma pirâmide de Luz, uma luz de cor dourada, e por sua vez, este está totalmente fortificado e protegido pela força emanada do seu pensamento. Este cone, ou esta pirâmide de Luz, representa simbolicamente a força benéfica que tem seu pensamento, e, pelos auspícios divinos, outorgado a você pela Luz que vem da providência, fora transmitida ao bom político. Tenha absoluta certeza, que estas bênçãos funcionam da mesma forma que uma prece, uma oração, dirigida a quem merece.
Desta forma, a cada ação, existe uma reação, esta mesma Luz emanada através dos seus pensamentos aos bons, voltará para você... e assim, Esta Feito!
Miguel Monte, FRC, M, E+C, é Jornalista/Publicitário.
miguelmontte@190ro.com.br
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
O débito dos maus políticos – Por Miguel Montte
Os meus leitores, que me acompanham ao longo destes últimos 20 anos, debatendo através de artigos, assuntos do cotidiano pela imprensa rondoniense, ficarão tranqüilos a partir de então, quando lhes explanareis no decorrer deste, o débito constituído por cada político em sua trajetória de vida. A máxima filosófica que preconiza “a justiça tarda mais não falha”, não é atribuída ao judiciário, ou a justiça dos homens, este adágio é atribuído a Justiça Divina, às mãos de Deus. A polícia, O Ministério Público, Os juízes, conseguem fazer justiça aos maus políticos momentaneamente, ou seja, o peso da justiça não é superior a cinco anos de detenção, mas, sempre se tem um “jeitinho” para o político se safar; de outra forma, o político punido consegue inserir na vida pública em seu lugar, um filho, uma esposa, um amigo próximo, ou um parente... O importante é não largar o poder.
Sem citar nomes, muitos políticos rondonienses que foram presos por suspeitas de praticar crimes de corrupção, já se preparam para alçar vôos visando às eleições de 2010; Alguns cassados pela justiça dos homens gastaram fortunas com excelentes advogados e hoje sorriem tranquilamente, pois sabem que a melhor estratégia é a que sempre vence; para este intento, normalmente se usa em seu cast de campanha os melhores publicitários, e os melhores advogados para conquistar mais um pódio no sucesso da vida pública. E tenha absoluta certeza, meu caro leitor, eles vão conseguir mesmo, pois tanto o bem tem poder, quanto o mau também tem poder...
Mas, isto termina quando? Ou nunca tem fim?
Eis que entra em cena a justiça divina, ou a justiça de Deus, e em uma contabilidade suprema se contabilizam os débitos e os créditos do mau cidadão; tudo, absolutamente tudo, é contabilizado nesta conta de Deus, nada passa imperceptível, desde um pensamento pervertido, até um assassinato. Contudo, desde já salientamos que ninguém veio ao mundo para ser um pop-star, um milionário, ou um rei... Viemos ao mundo para evoluirmos espiritualmente, nos tornarmos puros, iluminados, para que assim possamos “adentrar as portas do céu”. Contudo, pela força da atração material, o ser humano galgou enorme espaço evolutivo na terra, através do qual temos o desenvolvimento que ostentamos atualmente. Se por um lado, o cidadão não conseguira a iluminação ele fez da sua “prisão terrena” a melhor forma de se viver.
No Tibet. os ensinamentos filosóficos afirmam que o ser - humano consegue viver por no máximo 144 anos, assim, se um cidadão vive corriqueiramente aqui na terra até os 70 anos, após sua morte, ou transição, os 74 anos restantes se constituem em uma prisão cármica, ou, contabilizados seus créditos e débitos, em um estado de paraíso tranqüilo, até a próxima vinda na terra, quando retornará sob a pior forma humana possível, ou da melhor forma humana possível, tudo depende do seu crédito e do seu débito, conquistados na vida passada.
Portanto, que advém o adágio: “A justiça tarda mais não falha”; constatamos na história que muitos políticos morrem de forma trágica, (não vou relatar, porque o artigo ficaria muito extenso) outros morrem velhos, com doenças da pior enfermidade possível; outros vivem em tremenda desarmonia familiar, com filhos drogados, filhas... Esposas... A cada má ação, gera uma má reação, se perpetuando por toda a sua existência terrena, o imbróglio chega a ser tão perverso que o cidadão envolto naquele marasmo, não se dá conta que tudo se originou através de seus atos e pensamentos.
Porém, este artigo não é um tribunal onde se julgará fulano e cicrano, é apenas um tópico para debate e reflexão; Temos, pois, que ninguém veio ao mundo para ser pobre, mísero e sem evolução, porém, as fortunas, seja intelectual e material e espiritual, que se conquistam na vida, de forma honesta, e através da sabedoria humana, é frutífera e passíveis de bênçãos divinas. Por outro lado, a filosofia mística garante que o corpo humano é o templo onde habita o espírito santo, o espírito de Deus, e se este templo é vilipendiado, deteriorado com drogas, bebidas e luxúrias, logicamente que o espírito que nele habita se tornará da mesma forma que é o seu recipiente. Demoníaco! Ou energicamente negro.
Convido-lhe para fazermos um experimento, vamos anotar em um caderno “secreto” os nomes dos políticos rondonienses que estão atualmente no poder, especialmente hoje, dia 30/09/2009, e vamos anotar a sua situação, o que ele declarou de patrimônio do TRE, e melhor ainda, vamos anotar a sua fisionomia, os seus aspectos físicos; por fim, vamos guardar este caderno pelos próximos 20 anos, e veja após isto, o crédito ou o débito que cada um conquistou.
Isto servirá para demonstrar aos nossos filhos futuramente que o que se planta se colhe na mesma esfera; Como exemplo, assistimos políticos do Japão e péssimos cidadãos da China que ao serem descobertos se suicidam em praça pública, dando um exemplo crasso aos novos cidadãos que errou, e teve a hombridade de se redimir.
A energia.
Os nossos pensamentos são energias puras! Eles se tornam coisas, edificam o futuro! Forças invisíveis operam em nossos lados esquerdos e direitos, através dos nossos pensamentos se constituem a melhor, ou pior, forma de se viver... Um fraterno abraço e até a próxima.
Miguel Montte,FRC,M,E+C, é Jornalista/Publicitário
miguelmontte@190ro.com.br
Sem citar nomes, muitos políticos rondonienses que foram presos por suspeitas de praticar crimes de corrupção, já se preparam para alçar vôos visando às eleições de 2010; Alguns cassados pela justiça dos homens gastaram fortunas com excelentes advogados e hoje sorriem tranquilamente, pois sabem que a melhor estratégia é a que sempre vence; para este intento, normalmente se usa em seu cast de campanha os melhores publicitários, e os melhores advogados para conquistar mais um pódio no sucesso da vida pública. E tenha absoluta certeza, meu caro leitor, eles vão conseguir mesmo, pois tanto o bem tem poder, quanto o mau também tem poder...
Mas, isto termina quando? Ou nunca tem fim?
Eis que entra em cena a justiça divina, ou a justiça de Deus, e em uma contabilidade suprema se contabilizam os débitos e os créditos do mau cidadão; tudo, absolutamente tudo, é contabilizado nesta conta de Deus, nada passa imperceptível, desde um pensamento pervertido, até um assassinato. Contudo, desde já salientamos que ninguém veio ao mundo para ser um pop-star, um milionário, ou um rei... Viemos ao mundo para evoluirmos espiritualmente, nos tornarmos puros, iluminados, para que assim possamos “adentrar as portas do céu”. Contudo, pela força da atração material, o ser humano galgou enorme espaço evolutivo na terra, através do qual temos o desenvolvimento que ostentamos atualmente. Se por um lado, o cidadão não conseguira a iluminação ele fez da sua “prisão terrena” a melhor forma de se viver.
No Tibet. os ensinamentos filosóficos afirmam que o ser - humano consegue viver por no máximo 144 anos, assim, se um cidadão vive corriqueiramente aqui na terra até os 70 anos, após sua morte, ou transição, os 74 anos restantes se constituem em uma prisão cármica, ou, contabilizados seus créditos e débitos, em um estado de paraíso tranqüilo, até a próxima vinda na terra, quando retornará sob a pior forma humana possível, ou da melhor forma humana possível, tudo depende do seu crédito e do seu débito, conquistados na vida passada.
Portanto, que advém o adágio: “A justiça tarda mais não falha”; constatamos na história que muitos políticos morrem de forma trágica, (não vou relatar, porque o artigo ficaria muito extenso) outros morrem velhos, com doenças da pior enfermidade possível; outros vivem em tremenda desarmonia familiar, com filhos drogados, filhas... Esposas... A cada má ação, gera uma má reação, se perpetuando por toda a sua existência terrena, o imbróglio chega a ser tão perverso que o cidadão envolto naquele marasmo, não se dá conta que tudo se originou através de seus atos e pensamentos.
Porém, este artigo não é um tribunal onde se julgará fulano e cicrano, é apenas um tópico para debate e reflexão; Temos, pois, que ninguém veio ao mundo para ser pobre, mísero e sem evolução, porém, as fortunas, seja intelectual e material e espiritual, que se conquistam na vida, de forma honesta, e através da sabedoria humana, é frutífera e passíveis de bênçãos divinas. Por outro lado, a filosofia mística garante que o corpo humano é o templo onde habita o espírito santo, o espírito de Deus, e se este templo é vilipendiado, deteriorado com drogas, bebidas e luxúrias, logicamente que o espírito que nele habita se tornará da mesma forma que é o seu recipiente. Demoníaco! Ou energicamente negro.
Convido-lhe para fazermos um experimento, vamos anotar em um caderno “secreto” os nomes dos políticos rondonienses que estão atualmente no poder, especialmente hoje, dia 30/09/2009, e vamos anotar a sua situação, o que ele declarou de patrimônio do TRE, e melhor ainda, vamos anotar a sua fisionomia, os seus aspectos físicos; por fim, vamos guardar este caderno pelos próximos 20 anos, e veja após isto, o crédito ou o débito que cada um conquistou.
Isto servirá para demonstrar aos nossos filhos futuramente que o que se planta se colhe na mesma esfera; Como exemplo, assistimos políticos do Japão e péssimos cidadãos da China que ao serem descobertos se suicidam em praça pública, dando um exemplo crasso aos novos cidadãos que errou, e teve a hombridade de se redimir.
A energia.
Os nossos pensamentos são energias puras! Eles se tornam coisas, edificam o futuro! Forças invisíveis operam em nossos lados esquerdos e direitos, através dos nossos pensamentos se constituem a melhor, ou pior, forma de se viver... Um fraterno abraço e até a próxima.
Miguel Montte,FRC,M,E+C, é Jornalista/Publicitário
miguelmontte@190ro.com.br
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Nada resiste ao Desejo e a Vontade de João Cahula – Por Miguel Montte.
Apego-me ao Salmo místico divino Sete, Oração de um Justo Perseguido, para tecer este artigo em apoio ao nosso vice-governador rondoniense, João Cahula, e conclamo a todos os meus leitores para uma síntese análise do que se seguirá. Nos ensinamentos filosóficos preconizam que semelhante atrai semelhante, ou seja, derrotado atrai derrota e o mal atrai o mau; código este outorgado pela legislação da lei da atração, assim como é internamente, é exteriormente. Constatamos que o senador Expedito Júnior, cassado diversas vezes pela justiça, está bem perto de desocupar a sua cadeira no congresso nacional em favor do empresário Acir Gurgacz; derrotado, atrai para si mais uma derrota, quando se filiou ao partido PSDB, no intuito de salvaguardar seu currículo político pelo qual tentará ser candidato ao governo do estado de Rondônia. Nota-se, porém, que tal projeto já nasce morto, como assim se encontra seu capitão-mor, haja vista, que o PSDB bate de frente com os 85% de popularidade do presidente Lula e sua máquina petista aniquiladora.
Por outro lado, a candidatura da ministra petista Dilma rumo à presidência do Brasil em 2010, se encontra empacada e se constata a ascensão de outros candidatos ligados ao PT, até mesmo a subida nas pesquisas da acreana Marina Silva, que retirou o brilho do apoio de Lula a Dilma, se destaca por esta seara. Isto condiz com a máxima que Lula trocará de candidato conforme o andar da carruagem nas pesquisas, até mesmo porque sua candidatura ao senado pelo estado de Pernambuco tem o apoio declarado de todos os coronéis nordestinos; através do qual se constata presumivelmente o apoio de Lula a um “homem”, haja vista, em análise ao público brasileiro, ainda machista, não aceitar ser comandado por uma mulher (segundo pesquisas); nisto, José Serra, candidato a presidência pelo PSDB, partido de Expedito Junior em Rondônia, terá como concorrente um homem com os seus mesmos predicados e apoio irrestrito do petista Lula, assim PSDB está fadado à derrota.
Por isso, a candidatura ao governo de Rondônia, orquestrada pelo senador cassado Expedito Junior, já nasce morta, como tal se encontra seu precursor, isto porque, o seu alto índice de rejeição, adquirido pela repercussão nacional que lhe taxou como comprador de votos, e agora afiliado a um partido oposicionista a uma pessoa que goza de 85% de receptividade junto ao povo ( Lula ) dão de encontro com os anseios da população, qual seja, limpar da vida política estas pessoas da estirpe de Expedito, segundo pesquisa analítica que tenho em mãos. Contudo, se constatarmos via portfólio a sua assessoria, que na última eleição municipal conseguiu a proeza de perder 100% das campanhas que assessorou; assombrosamente deparamos com o porquê de Expedito mais uma vez atolar os pés na lama ao invés de apoiar um homem justo como o vice-governador João Cahula.
Simples como Lula, trabalhador como Cassol, antes de ser político, João Cahula comandava um empreendimento familiar no interior de Rondônia, e trouxe esta experiência administrativa como um autodidata a vida pública, o que lhe deu o destaque de ser elevado às perspectivas de o sonho governamental almejado; sendo assim, partícipe na administração Cassol, Cahula foi de encontro aos desejos e a vontade do povo, esta união uníssona aos seus anseios se tornou uma só via, que agora se assume forma através dos pensamentos da maioria e contra isto, só o grande arquiteto do universo, como diria Pitágoras, tem o poder de impedir. Cahula tem o apoio dos pensamentos de todos os homens justos de Rondônia, segundo pesquisas elaboradas internamente, as escolas filosóficas o apóiam por conhecer o seu caráter, e se junta a isto a vontade, o desejo e a ação de todos para que se concretize tal imagem; em ver Cahula governador.
A exemplo contrário de Expedito Junior, fui convidado por correligionários do partido progressista (PP), onde estou desde 1998, a ser candidato a Deputado Federal em 2010, levando-se em consideração minha luta contra os corruptos nos últimos dez anos a frente do Jornal OGUAPORÉ; Contudo, só aceito a indicação com uma condição pessoal, qual seria? De não responder a nenhum processo até as eleições, haja vista, que como Jornalista, fui perseguido de diversas formas por poderosos, o que me restou, como Jornalista, quase 150 processos na justiça, porém, satisfeito estou, porque respondi a estes processos de forma enérgica e ademais fiquei ao lado dos mais fracos, o povo, meus leitores, que nunca me abandonaram, isto está nos anais da grande audiência do Jornal OGUAPORÉ que por sua vez não deixa o barco afundar, mesmo remando contra a correnteza. Como análise ainda, sincrônica ao cast de Junior, temos a assembléia legislativa de Rondônia, que terá 90% de renovação em sua hoste, por quê? Por brincar com a inteligência do povo através da sua propaganda, esta, que tem as mesmas pessoas que assessoram Expedito Junior. Todos; como tenho esta concepção, deveriam fazer uma análise de seu portfólio antes de se enveredar para a política.
Se, insiro em mim, pessoalmente, algumas condições como meta para o mundo político, todos deveriam fazer o mesmo, sem compra de votos, sem compra de pastores e padres, sem compra de líderes comunitários, apenas a ser testada pelos eleitores, a Luz que Deus concebeu a pessoa e seu currículo de vida fraterna, justa, humanitária e profissional, a serviço do povo; Pensando assim, Cahula já está pronto para ser governador de Rondônia, pois nada pesa contra ele, apenas é um justo perseguido, por ser amigo do governador afoito, Ivo Cassol. Assim, conclamo a todos os meus leitores, que orem o salmo sete a mim e a Cahula, pois precisamos de apoio divino contra o sistema que opera demoniacamente para que os Justos não trabalhem em prol do povo, principalmente porque, não sou candidato, apenas fui sondado, mas só em alertar as pretensões em artigo, as perseguições poderão iniciar:
07: Oração de um Justo Perseguido: Senhor, meu Deus, em vós me refugio. Salvai-me de todos os que me perseguem e livrai-me. Que não arrebate a minha alma como um leão. Dilacerando-a sem que ninguém me valha. Senhor, meu Deus, se tal fiz, se há injustiça em minhas mãos; se atraiçoei o meu amigo; se poupei o opressor injusto; que o inimigo me persiga e me apanhe; e esmague a minha vida contra a terra; e arroje a minha honra ao pó; Levantai-vos Deus na vossa ira, erguei-vos contra os furores dos meus inimigos, despertai em meu favor no julgamento que ordenastes; Que a assembléia dos povos te rodeie, regressai em minha ajuda no meio dela, Deus julga os povos; julgai-me então Deus segundo o meu direito; e segundo a inocência que possuo; Terminai, eu vos peço, com a malícia dos ímpios, Confirmais aquele que é Justo; Vós que perscrutais os corações e os rins como Deus Justo; O meu escudo reside em Deus; Salvador dos corações retos; Deus é um Justo Juiz; Um Deus que se indigna contra as injustiças a todo momento; Mas, se não se converter, o inimigo afiará a sua espada, reterá o seu arco e apontá-lo-á; Ele preparou instrumentos de morte; das suas flechas fará tições ardentes. Eis que opera a maldade; concebe a iniqüidade; e gera a mentira. Abriu um fosso e escavou-o, mas caiu na fossa que ele mesmo abriu; A sua malícia recairá sob a sua cabeça; e sua violência sob a sua fronte. Louvarei a Deus segundo a sua justiça; cantarei o nome do altíssimo.
Miguel Montte é publicitário e Jornalista.
miguelmontte@190ro.com.br
Por outro lado, a candidatura da ministra petista Dilma rumo à presidência do Brasil em 2010, se encontra empacada e se constata a ascensão de outros candidatos ligados ao PT, até mesmo a subida nas pesquisas da acreana Marina Silva, que retirou o brilho do apoio de Lula a Dilma, se destaca por esta seara. Isto condiz com a máxima que Lula trocará de candidato conforme o andar da carruagem nas pesquisas, até mesmo porque sua candidatura ao senado pelo estado de Pernambuco tem o apoio declarado de todos os coronéis nordestinos; através do qual se constata presumivelmente o apoio de Lula a um “homem”, haja vista, em análise ao público brasileiro, ainda machista, não aceitar ser comandado por uma mulher (segundo pesquisas); nisto, José Serra, candidato a presidência pelo PSDB, partido de Expedito Junior em Rondônia, terá como concorrente um homem com os seus mesmos predicados e apoio irrestrito do petista Lula, assim PSDB está fadado à derrota.
Por isso, a candidatura ao governo de Rondônia, orquestrada pelo senador cassado Expedito Junior, já nasce morta, como tal se encontra seu precursor, isto porque, o seu alto índice de rejeição, adquirido pela repercussão nacional que lhe taxou como comprador de votos, e agora afiliado a um partido oposicionista a uma pessoa que goza de 85% de receptividade junto ao povo ( Lula ) dão de encontro com os anseios da população, qual seja, limpar da vida política estas pessoas da estirpe de Expedito, segundo pesquisa analítica que tenho em mãos. Contudo, se constatarmos via portfólio a sua assessoria, que na última eleição municipal conseguiu a proeza de perder 100% das campanhas que assessorou; assombrosamente deparamos com o porquê de Expedito mais uma vez atolar os pés na lama ao invés de apoiar um homem justo como o vice-governador João Cahula.
Simples como Lula, trabalhador como Cassol, antes de ser político, João Cahula comandava um empreendimento familiar no interior de Rondônia, e trouxe esta experiência administrativa como um autodidata a vida pública, o que lhe deu o destaque de ser elevado às perspectivas de o sonho governamental almejado; sendo assim, partícipe na administração Cassol, Cahula foi de encontro aos desejos e a vontade do povo, esta união uníssona aos seus anseios se tornou uma só via, que agora se assume forma através dos pensamentos da maioria e contra isto, só o grande arquiteto do universo, como diria Pitágoras, tem o poder de impedir. Cahula tem o apoio dos pensamentos de todos os homens justos de Rondônia, segundo pesquisas elaboradas internamente, as escolas filosóficas o apóiam por conhecer o seu caráter, e se junta a isto a vontade, o desejo e a ação de todos para que se concretize tal imagem; em ver Cahula governador.
A exemplo contrário de Expedito Junior, fui convidado por correligionários do partido progressista (PP), onde estou desde 1998, a ser candidato a Deputado Federal em 2010, levando-se em consideração minha luta contra os corruptos nos últimos dez anos a frente do Jornal OGUAPORÉ; Contudo, só aceito a indicação com uma condição pessoal, qual seria? De não responder a nenhum processo até as eleições, haja vista, que como Jornalista, fui perseguido de diversas formas por poderosos, o que me restou, como Jornalista, quase 150 processos na justiça, porém, satisfeito estou, porque respondi a estes processos de forma enérgica e ademais fiquei ao lado dos mais fracos, o povo, meus leitores, que nunca me abandonaram, isto está nos anais da grande audiência do Jornal OGUAPORÉ que por sua vez não deixa o barco afundar, mesmo remando contra a correnteza. Como análise ainda, sincrônica ao cast de Junior, temos a assembléia legislativa de Rondônia, que terá 90% de renovação em sua hoste, por quê? Por brincar com a inteligência do povo através da sua propaganda, esta, que tem as mesmas pessoas que assessoram Expedito Junior. Todos; como tenho esta concepção, deveriam fazer uma análise de seu portfólio antes de se enveredar para a política.
Se, insiro em mim, pessoalmente, algumas condições como meta para o mundo político, todos deveriam fazer o mesmo, sem compra de votos, sem compra de pastores e padres, sem compra de líderes comunitários, apenas a ser testada pelos eleitores, a Luz que Deus concebeu a pessoa e seu currículo de vida fraterna, justa, humanitária e profissional, a serviço do povo; Pensando assim, Cahula já está pronto para ser governador de Rondônia, pois nada pesa contra ele, apenas é um justo perseguido, por ser amigo do governador afoito, Ivo Cassol. Assim, conclamo a todos os meus leitores, que orem o salmo sete a mim e a Cahula, pois precisamos de apoio divino contra o sistema que opera demoniacamente para que os Justos não trabalhem em prol do povo, principalmente porque, não sou candidato, apenas fui sondado, mas só em alertar as pretensões em artigo, as perseguições poderão iniciar:
07: Oração de um Justo Perseguido: Senhor, meu Deus, em vós me refugio. Salvai-me de todos os que me perseguem e livrai-me. Que não arrebate a minha alma como um leão. Dilacerando-a sem que ninguém me valha. Senhor, meu Deus, se tal fiz, se há injustiça em minhas mãos; se atraiçoei o meu amigo; se poupei o opressor injusto; que o inimigo me persiga e me apanhe; e esmague a minha vida contra a terra; e arroje a minha honra ao pó; Levantai-vos Deus na vossa ira, erguei-vos contra os furores dos meus inimigos, despertai em meu favor no julgamento que ordenastes; Que a assembléia dos povos te rodeie, regressai em minha ajuda no meio dela, Deus julga os povos; julgai-me então Deus segundo o meu direito; e segundo a inocência que possuo; Terminai, eu vos peço, com a malícia dos ímpios, Confirmais aquele que é Justo; Vós que perscrutais os corações e os rins como Deus Justo; O meu escudo reside em Deus; Salvador dos corações retos; Deus é um Justo Juiz; Um Deus que se indigna contra as injustiças a todo momento; Mas, se não se converter, o inimigo afiará a sua espada, reterá o seu arco e apontá-lo-á; Ele preparou instrumentos de morte; das suas flechas fará tições ardentes. Eis que opera a maldade; concebe a iniqüidade; e gera a mentira. Abriu um fosso e escavou-o, mas caiu na fossa que ele mesmo abriu; A sua malícia recairá sob a sua cabeça; e sua violência sob a sua fronte. Louvarei a Deus segundo a sua justiça; cantarei o nome do altíssimo.
Miguel Montte é publicitário e Jornalista.
miguelmontte@190ro.com.br
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
A magia na vida de Jesus – Por Miguel Monte
Traduzido por Miguel Monte do Original Frances: Jesus ou le mortel secret des Templiers - ROBERT AMBELAIN
«Que não se encontre em seu povo a ninguém que pergunte aos mortos...»( Deuteronômio, 18, 11)
Não há nem um só exegeta que não tenha observado ou reconhecido que, na vida de Jesus, há um vazio obscuro, um período do qual não se sabe absolutamente nada. Para os docetas e todos os gnósticos em geral, e para Marción o primeiro. Jesus aparece de forma repentina, sem que se saiba de onde vem. É deste modo em Cafarnaum onde fixam sua primeira aparição. Outros situam-na no vau do Jordão chamado Beta-Abara, no povoado de Betânia.
Nesse período desconhecido da vida de Jesus, o rumor público judeu incluía sua estadia no Egito, com o fim de estudar ali a magia.
Com efeito, em Israel existia uma tradição solidamente estabelecida segundo a qual o Egito era a pátria de tal ciência, e que não se podia ter melhor mestre que um egípcio. Para todo talmudista sincero, experiente, possuidor da tradição esotérica das sagradas Escrituras, um dos tesouros roubados aos egípcios quando teve lugar sua saída do Egito (cf. Êxodo, 12, 35-36) foi precisamente esse conhecimento, e os famosos «copos de ouro e de prata», que os israelitas tomaram, sutilmente, das pessoas do Egito na véspera de sua partida em massa, para a Terra Prometida, não eram outra coisa que as chaves (os copos, os segredos) do duplo poder mágico (o ouro e a prata), ainda representado em nossos dias esotericamente mediante as duas chaves de ouro e prata que figuram no brasão dos papas.
Esta crença estava tão solidamente arraigada no espírito de Israel antigo, que todo viajante procedente do Egito que entrasse na Palestina era submetido a um escrupuloso registro a sua passagem pela fronteira comum. E, em virtude da palavra das Escrituras, a todo aquele que introduzira um tratado qualquer de magia, esperava-lhe como castigo a pena de morte, a partir do momento em que franqueasse os limites do país nabateu, ou da vetusta terra de Menfis:
«Que não se encontre junto a ti a nenhum daqueles que pratique as adivinhações, o sortilégio, o augúrio, a magia; que pratique feitiços, que consulte aos espectros e aos espíritos familiares, que interrogue aos mortos.» (Deuteronômio, 18, 10-11.)
Por isso:
«Não deixará viver a quem pratica a magia...» (Êxodo, 22, 17.)
E este ostracismo chegava muito longe. No século I de nossa era, Rabbi Ismael Ben Elischa, neto do supremo sacerdote executado pelos romanos, impede a seu sobrinho Ben Dama que se deixe curar por um cristão de uma mordida de serpente. Apóia sua oposição no tratado talmúdico Abhodah Zarah (27 B), o qual ensina que:
«Vale mais perecer que ser salvado pela magia...»
Assim, para os judeus, Jesus operava seus prodígios sustentando-se em seus conhecimentos de magia, que tinha aprendido e usado no Egito, e cujos elementos essenciais tinha conseguido dissimular sob suas roupas ao passar a fronteira. (Qiddouschim, 49 B; Schab., 75 A e 104 B.) Todos os seus discípulos eram como ele, já que ele lhes tinha ensinado seus segredos. Isso é o que explica seus milagres e o êxito que estes traziam equipado para eles, de cara à multidão ignorante.
Na mesma época se verá como Rabbi Eliezer Ben Hyrcanos, que tinha sido acusado de haver-se feito cristão em segredo, obteve finalmente a graça, ao haver-se chegado à conclusão de que um homem tão sábio, tão fiel observador da lei, não poderia extraviar-se; de tal modo, não teria caído em uma espécie de feitiço espiritual, praticado pelos discípulos de Jesus.
Reconheçamos que esta opinião era ainda compartilhada por uma percentagem bastante elevada de cristãos no século V. Em efeito, está demonstrado que os Evangelhos chamados «da Infância», que se compõem do Protoevangelho de Santiago; do Evangelho do pseudo Mateus; da História de José, o carpinteiro; e do Evangelho de Tomás; repartem-se em fragmentos que podem ter sido compostos, uns ao finais do século II, e outros no século V.
Pois bem, em todos esses textos mostra-nos ao menino Jesus dotado de faculdades mediúnicas extraordinárias; já apto para realizar prodígios, a mercê de suas reações infantis. Vê-lhe penetrar em uma caverna, onde uma leoa acaba de parir. Esta brinca e pula com Jesus, junto com os leãozinhos. E uma palmeira se inclina ante uma ordem dela, para oferecer à Maria, sua mãe, as tâmaras que deseja. Uma fonte brota por ordem dela, para saciar a sede de seus pais. No templo de Hennópolis, no Egito, as trezentas e sessenta e cinco estátuas das divindades cotidianas das paréneses caem ao chão. Quando brinca com a terra e a água, de retorno à Judeia, aqueles que danificam suas frágeis construções caem mortos aos seus pés. Modela uma dúzia de pássaros em argila, e lhes dá vida com apenas uma palmada.
Ante a indignação da população, consecutiva ao abuso que faz de seus poderes, seus pais o encerram em casa e não lhe deixam sair. Então, tanto para fazer-se perdoar, para demonstrar seu poder, Jesus devolve a vida a um menino ao que acabava de lançar um feitiço mortal. Confiam-no a um mestre de idade muito avançada para que lhe ensine a ler. O mestre, ao golpear Jesus com uma varinha de estoraque, cai imediatamente morto. Um fato confirma nos Evangelhos canônicos esse caráter rancoroso de Jesus: é o episódio da figueira (Mateus, 21, 19 e Marcos, 11, 21), que deveria ter dado figos a Jesus, instantaneamente, e fora de temporada, e a quem ele amaldiçoa por não o haver feito.
Em todos esses apócrifos, o pai de Jesus se chama José, evidentemente. Mas permaneceram alguns fragmentos de uma veracidade que a seguir foi sabiamente sufocada. Entre eles estão, por exemplo, os seguintes do pseudo Mateus sobre seus irmãos:
«Quando José ia a um banquete com seus filhos Santiago, José, Judas e Simão, assim como com suas duas filhas. Jesus e sua mãe iam também, junto com a irmã desta, chamada Maria, filha de Cléofas...» (Cf. Evangelho do pseudo Mateus, 42, 1.)
«José enviou então a seu filho Santiago para recolher lenha e levá-la a casa, e o menino Jesus lhe seguia. Mas enquanto Santiago reunia os ramos, uma víbora lhe mordeu na mão. E como sofria e morria. Jesus aproximou-se e soprou na ferida. Imediatamente a dor cessou e a víbora caiu morta, e Santiago permaneceu então são e salvo.» (Op. cit., 16,1.)
Nos apócrifos etíopes encontram o mesmo. Vemos Jesus, em sua idade madura, comunicando a seus discípulos fórmulas mágicas estranhas, algumas das quais encontraremos nos formulários, que todo bom doblara abissínio deve indevidamente possuir. [16]
[16 - O doblara é, em Abissínia (atual Etiópia), um corista da igreja que ademais, pratica a magia «branca», porque a negra está severamente reprimida.]
Essas são as crenças supersticiosas que compartilhavam os judeus e os cristãos em relação aos «poderes» de Jesus.
O que é seguro é que os cristãos mais fechados à análise racional de um texto não poderão negar que Jesus utilizava uma técnica. E esta é a prova:
Em sua ingenuidade os crentes ordinários imaginam que bastava Jesus dar uma ordem para que o milagre se produzisse. E nada disso. Há matizes, e os procedimentos diferem segundo a natureza do resultado desejado. Os seguintes textos o provam:
«Quando partiu dali, Jesus foi seguido por dois cegos que davam vozes e diziam: "Filho de David, tenha piedade de nós!" Assim que chegou à casa, os cegos aproximaram-se e Jesus lhes disse: "Creem que posso eu fazer isto?" Responderam-lhe: "Sim, Senhor". Então tocou seus olhos, dizendo: "Faça-se em vós segundo sua fé". E abriram seus olhos...» (Mateus, 9, 27.)
«Chegaram à Betsaida, e levaram à Jesus um cego, rogando-lhe que o tocasse. Tomando a mão do cego, tirou-o fora do povo, e, pondo saliva em seus olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via algo. O cego olhou e disse: "Vejo homens, mas algo assim como árvores que andam". Jesus pôs-lhe de novo as mãos sobre os olhos, e quando o cego olhou fixamente, foi curado, e viu com toda nitidez.» (Marcos, 8,22-26.)
«Passando, viu Jesus a um homem cego de nascimento [...]. E depois de haver dito isto, cuspiu no chão e fez um pouco de lodo com a saliva. Logo aplicou este lodo sobre os olhos do cego e lhe disse: "Vai e lava-te na piscina de Siloé". Foi, pois, ali e se lavou, e retornou vendo claro.» (João, 9,1 e 6-7.)
A piscina de Siloé estava situada perto de uma das portas de Jerusalém. Era ali onde os sacerdotes, revestidos com seus atavios festivos, tiravam água que utilizavam para as purificações rituais do Templo. Desde que o profeta Isaías a louvou (Isaías, 8, 6) consideravam-na Santa; ainda na Idade Média tinha fama, entre os muçulmanos, de dispensar uma água milagrosa. Com efeito, nestes três milagres se vê que Jesus emprega três técnicas diferentes:
a) no primeiro caso, a fé dos cegos garantia o resultado, por isso bastava-lhe tocar seus olhos;
b) no segundo caso, põe sua saliva sobre as pálpebras do cego, e lhe impõe as mãos. Ao ser incompleto o resultado, começa de novo a operação, e por fim o cego vê;
c) no terceiro caso, utiliza uma velha receita da farmacopeia antiga. Um código médico do século III, atribuído ao Serenus Sammonicus, recomenda a aplicação de uma camada de lodo para curar os tumores dos olhos. Mas Jesus acrescenta a isso, a modo de complemento, a imersão na piscina milagrosa de Siloé, ou pelo menos a lavagem dos olhos nessas célebres águas.
Sobre o fato de que Jesus utilizasse a saliva na cura das afecções oculares, este não faz mais que empregar uma receita antiquíssima que se apóia no valor terapêutico da saliva. Nos Anais de cirurgia plástica de abril de 1961, páginas 235-242, podemos ler no artigo «As derivações salivais parotídeas na xeroftalmia» as seguintes passagens:
«A síndrome xeroftálmica que se desenvolve sobre um olho com secreção lacrimal pobre ou ausente, conduz a queratinização ou a descamação da conjuntiva secada, com formação de aderências... A córnea se opacifica... As pestanas, ao roçar, convertem-se em um fator de ulceração... A descida da acuidade visual desemboca frequentemente em uma cegueira completa.»
«A saliva e as lágrimas têm uma composição muito parecida, e contêm ambas as lisozimas, substância bacteriostática de proteção.» O cirurgião comunicará então, por via mucosa intra bucal, o canal secretor das glândulas salivais com o fundo do saco conjuntivo. E «...disso resultará para o doente uma melhora espontânea da acuidade visual...» (Op. cit.)
Deste conhecimento inconsciente é de onde deriva o gesto de numerosos escolares que, afligidos por dor nos olhos, umedecem com sua saliva, com ajuda de seus indicadores, os lagrimais doloridos, enquanto fazem seus deveres sob lamparina caseira.
No caso do exorcismo que nos conta Mateus (17, 21), também aí se utilizou uma técnica. Julgue-se:
«Então se aproximaram os discípulos à Jesus e à parte lhe perguntaram: "Como é que nós não pudemos expulsar esse demônio?" Jesus lhes respondeu: "Por causa de vossa incredulidade; porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a essa montanha: Passa daqui para acolá, e passaria, e nada vos seria impossível. Mas esta raça de demônios não se pode expulsar, senão mediante a oração e o jejum..."» (Mateus, 17,19-21.)
Em primeiro lugar, observaremos que existe contradição. O texto nos diz que nada é impossível para a pessoa absoluta e sincera. Mas o mesmo texto nos precisa os elementos de uma técnica, ascética e mística, para a obtenção do resultado: a oração e o jejum. Há aí uma indiscutível contradição, já que a frase final implica que, segundo a natureza dos demônios, segundo sua espécie, deve utilizar um procedimento, ou outro. Portanto, a fé por si só é insuficiente, e terá que lhe acrescentar um suporte psíquico: jejum, oração, sacramental (azeite, saliva, lodo, água, etc.). [17]
[17- Jesus não devia jejuar muito, porque ele mesmo reconhece (Mateus, 11, 19) que tinha a reputação de «comedor e bebedor». E são Jerônimo, em sua Vulgata, utiliza o termo latino potalor, que traduzimos por «bêbado»]
Há outros casos nos quais a análise deve ser mais sutil, mais prudente. Assim, por exemplo, o caso do possesso de Gerasa. Um homem está possuído por numerosos demônios. Vive nos lugares desérticos e nos sepulcros. Rompe as cadeias e os ferros com os quais lhe quer reduzir. Jesus vem, ordena aos demônios que deixem a esse homem. Eles suplicam-lhe:
«...e lhe rogavam encarecidamente que não lhes mandasse voltar para o abismo. Pois bem, havia ali uma manada de porcos, bastante numerosa, pastando no monte, e suplicaram a Jesus que lhes permitisse entrar neles. Permitiu-o. E saindo os demônios do homem, entraram nos porcos; a manada lançou-se por um precipício abaixo até o lago, e afogou-se. Vendo os porqueiros o acontecido, fugiram e o anunciaram na cidade e nos campos...» (Lucas, 8, 31-35.)
Observaremos, em primeiro lugar, que não são javalis, a não ser porcos domésticos, dado que se trata de uma manada com porqueiros. A cena tem lugar no «país dos gerasenos, que está frente a Galiléia». É, portanto, a Galaadítide. Mas que probabilidades tem que ali se criassem porcos, animais cujo consumo estava formalmente proibido pela lei, e cuja utilização, preparação e venda eram, por conseguinte, mais que aleatórias? Por outra parte, na Gerasa e em sua região não há lago algum. Para evitar este abrolho nos quis transferir a cena à Betsaida-Julias, nas bordas do lago Tiberíades, aliás de Genezaret, aliás mar da Galiléia. Mas então o acontecimento não se desenvolve já no país da Gerasa, nem em Galaadítide, a não ser na Gaulanítide, e a mais de oitenta quilômetros a vôo de pássaro da Gerasa... Uma vez mais, os escribas anônimos do século IV imaginaram algo, sem parar para refletir.
Por último, em Voyage en Orient de Gérard de Nerval lemos o seguinte, e é Avicena quem fala:
«Sempre disse que o cânhamo com o qual se faz a pasta de haschich era essa mesma erva que, conforme dizia Hipócrates, comunicava aos animais uma espécie de raiva que lhes induzia a precipitar-se ao mar.»
De fato, se fizermos uma seleção entre os acontecimentos milagrosos cuja origem é incontrolável, que os judeus atribuem à magia e os cristãos a milagres, vemos que a vida de Jesus está dominada por três fatos importantes:
a) o encontro com o Príncipe das Trevas, no topo da montanha da Quarentena, no deserto de Judá;
b) a evocação de Moisés e de Elias, no topo do Tabor;
c) o diálogo final, pouco antes de sua detenção, no monte das Oliveiras, com um «pai» misterioso.
Pois bem, tudo isso constitui uma sequência de operações mágicas, proibidas sob pena de morte pela religião judia.
Na cena da Tentação (Mateus, 4; Marcos, 1; Lucas, 4), Jesus é impulsionado pelo Espírito a isolar-se durante quarenta dias e quarenta noites, no topo de um monte ao que em nossos dias se denomina o monte da Quarentena, e nos precisa claramente que é para ser tentado ali pelo Diabo. Trata-se de uma prova iniciática: o operante deve triunfar sobre as forças baixas, se quer obter o apoio das forças do Alto. Este mesmo episódio se encontra na vida de Buda e de todos os grandes taumaturgos. Depois, o triunfador é «assistido por todo o Céu e obedecido por todo o Inferno», segundo a conclusão perfeitamente conhecida por todos os cabalistas.
Mas se tinha tratado de uma evocação, na qual se chama uma entidade, conjurada por ritos e palavras, e a obriga a manifestar-se, ou pelo contrário esse retiro de quarenta dias, na solidão e em jejum, não previa explicitamente a aparição, mas sim veio de forma inesperada? Nenhum texto o precisa. Por outra parte, terá que considerar como um exagero evidente o fato de que Jesus tivesse permanecido quarenta dias sem beber, nas terríveis solidões do deserto de Judá. Submetido a todas as vicissitudes da carne, sofreu a flagelação, a crucificação, e morreu, bem por causa desta, ou da ferida de lança do legionário romano, mas é absolutamente impensável que tivesse resistido, no meio do calor tórrido e das pedras reaquecidas, a semelhante desidratação.
Seja o que for, o encontro com uma «manifestação» do Princípio do Mal é o primeiro fato mágico importante da vida de Jesus. Existe ainda um segundo fato, que geralmente passa desapercebido: com esse Princípio teve lugar um segundo encontro, um, pelo menos. E este se desenvolveu imediatamente antes de sua detenção, ou, quando muito, uns quantos dias antes.
«E o Senhor disse: Simão, Simão, eis aí vos pediu Satanás com instância para joeirar como o trigo. Mas eu roguei por ti, para que não desfaleça tua fé, e tu, enfim depois de convertido, conforta a teus irmãos...» (Lucas, 22, 31-32.)
A Vulgata de são Jerônimo diz exatamente conversus, que significa transformado, mudado.
O que pode deduzir-se desses frequentes «contatos» com o Adversário?
A segunda grande operação teúrgica tem lugar no topo do monte Tabor; trata-se da célebre cena conhecida como a da Transfiguração; encontraremo-la relatada com todo detalhe em Mateus (17), Marcos (9, 2), Lucas (9, 29), João (1, 14), e na segunda Epístola de Pedro (1, 16).
«Seis dias depois, tomou Jesus ao Pedro, ao Santiago e ao João, seu irmão, e os levou à parte, a um monte alto. Ali se transfigurou ante eles, brilhou seu rosto como o sol, e suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E lhes apareceram Moisés e Elias falando com ele. Pedro, tomando a palavra, disse ao Jesus: "Senhor, bom é que estejamos aqui! Se quiser, levantarei três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e outro para Elias..." Ainda estava ele falando, quando uma nuvem resplandecente os cobriu. E eis aqui que uma voz, procedente da nuvem, disse: "Este é meu filho bem amado, em quem tenho minha complacência, lhe escutem!" Quando ouviram esta voz, os discípulos caíram de bruços, sobressaltados de grande temor. Mas Jesus, aproximando-se deles, tocou-os e lhes disse: "Levantai-vos, não temais..." Elevando eles os olhos, não viram ninguém, tão somente Jesus.
»Enquanto desciam da montanha. Jesus lhes deu esta ordem: "Não digais a pessoa alguma o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos".» (Mateus, 17,1-9.)
Em primeiro lugar, observaremos que esta evocação apela a dois mortos, já que Moisés tinha morrido, na cúpula do monte Nebo, fazia quatorze séculos. E quanto ao Elias, este fazia onze séculos que «um carro de fogo e uns cavalos de fogo» o tinham levado para o céu, ante a estupefação de seu discípulo Eliseu. Se se tivesse tratado da simples manifestação de sua filiação divina, Jesus teria podido levá-la a cabo em Jerusalém, na habitação mais alta da casa de um amigo. Mas como se tratava de uma evocação dos mortos, devia ter lugar em um local afastado, em um lugar desértico, próximo ao céu, por duas razões. A primeira apoiava-se no fato de que semelhantes ritos exigem ser praticados de forma que não se corra o risco de ser incomodado pela chegada inopinada de profanos. A segunda devido a que, em Israel, não se brincava com essas coisas que, ao serem descobertas, implicavam a pena de morte em virtude das Escrituras: Deuteronômio (18, 10-11), e Êxodo (12, 35-36). Desde onde a recomendação de Jesus: «Não digais a pessoa alguma o que vistes...» (Mateus, 17, 9.)
Quanto à finalidade de tal evocação. Lucas é quem nos revela isso, ao nos dizer:
«E eis aqui que dois varões falavam com ele. Moisés e Elias, que apareciam gloriosos e lhe falavam de sua partida, que tinha que se cumprir em Jerusalém..,» (Lucas, 9, 30-31.)
De maneira que foi conhecer seu destino próximo pelo qual convocou Moisés e Elias, os dois guias essenciais da história de Israel. Está estabelecido o fato de que tudo isso foi acompanhado dos sahumerios mágicos habituais com potentes alucinógenos, pelo delírio e pela embriaguez, que demonstram seus discípulos, e a incoerência das palavras de Simão-Pedro, quem sonha acordado e quer levantar tabernáculos para os recém chegados. Porque Lucas, antes, diz-nos que «Pedro e seus companheiros estavam carregados de sono...» (Lucas, 9, 32), e de Pedro que «não sabia o que dizia...» (Lucas, 9, 34.)
Quanto à nuvem luminosa, a explicação é muito singela. Se alguém se situar no topo de uma montanha, em uma região com o céu impecavelmente azul, se chegar uma nuvem e o observador se achar envolto por tal nuvem, ao continuar o sol dando sobre essa montanha, fará da nuvem um verdadeiro difusor de luz, e será tal o contraste, que o observador, sobretudo se estiver vestido de branco, parecerá ainda mais deslumbrante.
E chegamos agora à última evocação, a que teve lugar a noite da detenção de Jesus, no monte das Oliveiras, perto de Betânia, num lugar chamado Getsêmani, que designava um lagar de azeite. Vejamos o relato de Lucas:
«Depois de sair foi, segundo costume, ao monte das Oliveiras, e lhe seguiram também seus discípulos. Uma vez chegado ali, disse-lhes: "Orem, para que não caiam em tentação..." separou-se deles a uma distância como de um tiro de pedra, e, posto de joelhos, orava: "Pai, se é do teu agrado, transfere de mim este cálice! Não se faça contudo minha vontade, senão a tua". Então lhe apareceu um anjo do céu, para o confortava.» (Lucas, 22, 39-43.)
«Depois de ter orado, levantou-se, veio para os discípulos e, encontrando-os dormitados pela tristeza, disse-lhes: "Quê, vós dormis? Levantai-vos, orai, para que não entreis em tentação".» (Lucas, 22, 45.)
Aqui vamos expor uma primeira pergunta: como pode alguém dormir de tristeza? A angústia e a pena o que fazem é tirar o sono. Esse «sono de tristeza», esse sono saturniano, está produzido aí, uma vez mais, por sahumerios, provavelmente da Datura stramonium ou de beleno, misturado com gálbano, o helbénáh dos sahumerios do Templo. Porque aí se trata de uma nova evocação, agora não interroga ao Moisés e ao Elias, a não ser a seu pai. Mas a qual? Compreenderemo-lo mais tarde.
A segunda pergunta é a seguinte: se os discípulos dormiram, e se estava afastado, à distância de um tiro de pedra, como se conhecem os termos de seu diálogo com seu pai? Não por eles, posto que dormem. Tampouco por ele, dado que Jesus ainda não tinha terminado de admoestar a seus discípulos, por fim acordados, quando os soldados romanos da Coorte, os servidores do Templo, armados com espadas e clavas, conduzidos por Judas Iscariote, seu sobrinho, chegam à luz das tochas e procedem imediatamente a sua detenção.
É através de um personagem, do que só nos fala Marcos, por quem conhecemos estas coisas, e os detalhes são dos mais curiosos:
«E lhe abandonando, fugiram todos. Um certo jovem lhe seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. Trataram de apoderar-se dele, mas ele, deixando o lençol, fugiu nu...» (Marcos, 14, 50-52.)
Em primeiro lugar, estranho o fato de que em pleno mês de março, na Judeia, no topo do monte das Oliveiras, ocorra a um jovem deslocar-se só com um lençol vestido, ainda de noite, nas horas mais frias, tão frias que se acenderá fogo no átrio do Caifás, alguns instantes mais tarde, ali onde Pedro renegará seu Mestre. (João, 18,18.)
Não se trata de um lençol no sentido literal da palavra. O latim da Vulgata de são Jerônimo, texto oficial da Igreja, tampouco emprega o termo latino pannus, que significaria pano. E não se trata de um lençol de cama, dado que naquela época não se conheciam essas coisas. Os judeus deitavam-se sobre esteiras, igual a todos os povos dessas regiões. Os romanos utilizavam camas de armar, com coberturas de lã ou de pele. Os francos utilizavam colchões, e, no pior dos casos, colchonetes. Porém, não havia lençóis de tecido, coisa bastante recente, dado que ainda em nossa época, na Alemanha e na Áustria, muitas camas das zonas rurais costumam levar só um lençol.
Na realidade, a Vulgata de são Jerônimo utiliza o termo latino sindon, que significa exatamente um sudário. E um sudário não tem nada em comum com as vestimentas rituais que devia levar um judeu daqueles tempos.
É este jovem o que representa o papel do anjo «vindo do céu para lhe reconfortar» e que nos narra Lucas (22, 39-44). E é através dele como conhecemos a prece que Jesus dirige a «seu pai». É o comparsa clássico em todo espetáculo deste tipo; em jargão isto se chama um «barão». E compreendemos que toda esta cenografia tem como finalidade reconfortar, efetivamente, ao Jesus em sua missão, missão da que ele não ignora que vai conduzir-lhe a uma morte horrível, sem esperança alguma de conseguir liberar Israel e restabelecer a realeza davídica. Não ignora que esta missão, desde que se retirou à Fenícia, ele a transladou já a outro «reino», que não é deste mundo. Mas os fanáticos que lhe rodeiam não o escutam nesta mesma sintonia.
Uns tinham montado este engano para catapultá-lo de novo a esse messianismo puramente político e sem esperanças de êxito. Outro tinha chegado já mais longe, e já o tinha denunciado: seu próprio sobrinho, Judas Iscariote, filho de Simão Pedro. Uma vez desaparecido Jesus, a filiação de Israel passava ao Simão Pedro, e ele, Judas, convertia-se no «delfim»... Quanto a outros, aproveitando a escuridão da noite, a pouca luz produzida pelas tochas, fundiriam-se nas trevas do monte das Oliveiras e empreenderiam a fuga sem nenhum escrúpulo. [18]
[18- Simão era, eletivamente, irmão de Jesus: «...e não se chamam seus irmãos José, Tiago, Simão e Judas?...» (Mateus, 13, 55). Por outra parte, Judas Iscariote, é o filho de Simão: «Um de seus discípulos, Judas Iscariote, filho de Simão...» (João 12, 4). E os outros textos nos precisam que se trata de «irmãos segundo a carne». (Paulo, Romanos, 9, 5; Eusébio da Cesárea, História eclesiástica, III, XX, 1.) Quanto aos famosos «trinta denários», se aparecerem aí é porque foram introduzidos pelos falsificadores anônimos que redigiram os pseudo evangelhos, para justificar a passagem de Zacarias (II, 12): «Então pesaram trinta sidos de prata para lhe pagar». Porque se se tivesse posto preço sobre a cabeça de Jesus, é indubitável que a soma teria sido muito mais considerável.]
Todavia, para os judeus de então não havia dúvida alguma de que tinha utilizado as ciências proibidas. O rumor de seu encontro com Samael nas solidões do deserto de Judá deve ter estendido-se. Sabia-se que tinha vencido ao Príncipe das Trevas. Portanto este, segundo a tradição mágica comum, era seu escravo, posto que Jesus o tinha domado:
«Mas os fariseus replicavam: "Por meio do Príncipe dos Demônios expulsa aos demônios..."» (Mateus, 9, 34.)
«E se estendeu o rumor de que tinha um Espírito impuro (subentende-se que a sua "disposição")...» (Marcos, 3, 30.)
No episódio da mulher adúltera parece utilizar um procedimento mágico, bem de adivinhação, ou de purificação:
«Jesus, inclinando-se, escrevia com seu dedo na terra. Como eles insistissem em lhe perguntar, ele, incorporando-se, disse-lhes: "O que de vós outros esteja sem pecado, seja o primeiro que a apedreje..." (subentendia-se que a pedra da lapidação, castigo que se aplicava às mulheres adúlteras segundo a lei).» (João, 8, 6-7.)
Aqui tratava-se, provavelmente, de uma consulta geomântica. Ainda em nossa época, em Marrocos, Tunísia e todo o Próximo Oriente alguns adivinhos praticam consultas mediante o procedimento adivinhatório denominado Darb-el-remel, ou «arte da areia». Com ajuda de pontos ou de raias riscadas sobre a areia se obtêm figuras com valor de oráculo, cujo número é invariavelmente de dezesseis, e que dão a resposta à pergunta formulada.
Podia tratar-se também de um procedimento de «desprendimento» psíquico particular. Riscam-se sobre a areia, ou sobre a terra determinados diagramas mágicos, faz-se passar o sujeito em questão por cima, e este se encontra liberado, já que o espírito mau, autor do mal, não pode suportar a passagem por cima dos caracteres sagrados. Este é, do mesmo modo, a origem das tatuagens protetoras.
A indulgência de Jesus para as mulheres adúlteras, ou às prostitutas, vem justificada pela presença de várias delas em sua genealogia ancestral.
Em primeiro lugar está Tamar, quem na Gênesis (38, 12 a 19) se prostitui a seu sogro em uma encruzilhada de caminhos, sem que ele a reconheça, para conseguir casar-se depois. Logo está Rahab, a prostituta oficial de Jericó, que oculta aos espiões enviados por Josué, antes da destruição da cidade, e por isso salva sua vida (Josué, 2, 1 e ss.; 6, 17 e ss.); depois se casa com Salmon, filho de Naasson, príncipe de Judá, e será mãe de Booz (Mateus, 1, 5). Temos a seguir Ruth, esposa de Maalon, e logo mulher de Booz; esta era de origem moabita, raça originada pelo incesto entre Lot, bêbado, e suas duas filhas, origem que deveria proibir a Ruth o acesso a uma família judia tradicionalista. (Ruth, 1, 4 e ss.; 2, 2 e ss.; 3, 9 e ss.; 4, 5 e ss., e Mateus, 1, 5.) Está, por último, Betsabé, mulher de Urias, oficial de David, a quem este rei mandara assassinar para conservar à esposa daquele, de quem fez sua amante, sem que esta protestasse. De tal adultério nascera Salomão (II Samuel, 11, e Mateus, 1, 6).
Enfim, parece subentender-se que Jesus, igual a seus discípulos, não pôde tampouco curar a todos quantos tinham relação com ele:
«Achando-se Jesus na Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro...» (Mateus, 26, 6.)
Pois bem, tratava-se da casa de seu amigo Lázaro, irmão de Marta e Maria, quem lhe oferecia invariavelmente hospitalidade quando ele se encontrava em Jerusalém. [19] E tal Simão continuava leproso.
[19- Observaremos que Jesus não passa jamais a noite na cidade Santa de Israel. Quando obscurece, faz o que tinha que fazer, e em seguida vai dormir em Betânia. Ao pé do monte das Oliveiras, por mais cansado que esteja. Porque ao por do sol se fecham as portas de Jerusalém, enquanto que o povoado da Betânia não tem portas. E nas noturnas trevas das ruas não iluminadas, quando as portas estão fechadas e vigiadas, Jerusalém se convém em uma ratoeira. E quando a situação se agrava, já não vai dormir em Betânia, a não ser em Getsêmani, o lugar antes citado, que se acha no monte das Oliveiras, e no qual há uma prensa de azeitonas. De onde a frase de Mateus (8, 20) e de Lucas (9, 58).]
O episódio da evocação de Moisés e Elias no topo do monte Tabor é a encruzilhada do destino de Jesus. Até esse momento tinha sido, depois de seu pai, Judas da Gamala, o pretendente legítimo à realeza davídica. Seus discípulos, seus amigos, seus irmãos «carnais», chamam-lhe senhor (adonai) às vezes, porque é seu senhor. Naquela época, e durante séculos, esse termo substituía em todos os estados do Próximo Oriente ao «sir» medieval europeu. Em público, a esposa do rei chamava a este «meu prezado senhor» ou «sir».
Todavia, depois dessa estranha cerimônia, efetuada com Pedro, Santiago e João (serão os mesmos que lhe acompanharão na do Getsêmani), já não será o mesmo. Terá compreendido, ele sozinho, que o messianismo político, terrestre, não tem esperança. A Providência tem previstas outras coisas para o mundo, mais importantes que o restabelecimento dos descendentes de David no trono de um Estado minúsculo. É que dessa evocação algo subsiste nele, uma entidade muito elevada tomou posse dele, e a partir de agora se servirá dele para remodelar o mundo. Para ele, esta entidade se chama Elias. O que tem de assombroso nisso? Tão somente conhece sua própria mitologia nacional. Para as legiões, que partiam encabeçando seus exércitos, essa entidade tinha já, desde fazia séculos, outro nome: Mithra.
Desse fenômeno de «posse» psíquica, Jesus é perfeitamente consciente. Daí a frase, contida de desengano, que dirige ao Simão, o zelote, seu irmão «segundo a carne», e seu sucessor legítimo, por ordem de primogenitura, quando ele, Jesus, tenha desaparecido:
«Em verdade, em verdade te digo: quando tu eras mais moço tu te rodeavas, e ias por onde te dava na vontade. Mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro será o que te cinjas, e que te leve para onde tu não queiras...» (João, 21, 18.)
E no Gólgota, perecido na cruz da infâmia, será outra vez ao Elias a quem se dirigirá:
«Para a nona hora, exclamou Jesus com voz forte: "Eli, Eli, lamma sabachthani?..."» (Mateus, 27, 46.)
Os escribas anônimos que redigiram os pseudo evangelhos não deixam jamais de traduzi-lo por: «Deus meu! Deus meu! Por que me abandonaste?» (Mateus, 27, 47.) Mas os judeus que assistiram à crucificação e que o ouviram, não se equivocaram quando disseram: «Está chamando Elias...» (Mateus, 27, 48.)
Alguns exegetas e linguistas, especialistas em línguas mortas, consideraram que esta frase era fenícia, e que significava: «Senhor! Senhor! As trevas... As trevas...», o qual tinha explicação, dado que se tratava de um agonizante, cuja vista ia apagando-se, pouco a pouco, ou que, por causa de um fenômeno mediúnico suscitado pelo último estado, distinguia formas terroríficas, como as descritas pelo Livro dos Mortos tibetano, ou pelo apócrifo Livro de José, o Carpinteiro, e que não seriam a não ser fantasmas interiores, que se liberariam do subconsciente do agonizante.
Deixamos-lhes a responsabilidade de semelhante tradução, pois, a nosso parecer, e tal como logo vamos ver, essas últimas palavras de Jesus tinham uma significação muito distinta.
Miguel Monte, FRC; é Grão-Mestre da Ordem Elus-Cohens - Lojas Rondônia/Brasil.
«Que não se encontre em seu povo a ninguém que pergunte aos mortos...»( Deuteronômio, 18, 11)
Não há nem um só exegeta que não tenha observado ou reconhecido que, na vida de Jesus, há um vazio obscuro, um período do qual não se sabe absolutamente nada. Para os docetas e todos os gnósticos em geral, e para Marción o primeiro. Jesus aparece de forma repentina, sem que se saiba de onde vem. É deste modo em Cafarnaum onde fixam sua primeira aparição. Outros situam-na no vau do Jordão chamado Beta-Abara, no povoado de Betânia.
Nesse período desconhecido da vida de Jesus, o rumor público judeu incluía sua estadia no Egito, com o fim de estudar ali a magia.
Com efeito, em Israel existia uma tradição solidamente estabelecida segundo a qual o Egito era a pátria de tal ciência, e que não se podia ter melhor mestre que um egípcio. Para todo talmudista sincero, experiente, possuidor da tradição esotérica das sagradas Escrituras, um dos tesouros roubados aos egípcios quando teve lugar sua saída do Egito (cf. Êxodo, 12, 35-36) foi precisamente esse conhecimento, e os famosos «copos de ouro e de prata», que os israelitas tomaram, sutilmente, das pessoas do Egito na véspera de sua partida em massa, para a Terra Prometida, não eram outra coisa que as chaves (os copos, os segredos) do duplo poder mágico (o ouro e a prata), ainda representado em nossos dias esotericamente mediante as duas chaves de ouro e prata que figuram no brasão dos papas.
Esta crença estava tão solidamente arraigada no espírito de Israel antigo, que todo viajante procedente do Egito que entrasse na Palestina era submetido a um escrupuloso registro a sua passagem pela fronteira comum. E, em virtude da palavra das Escrituras, a todo aquele que introduzira um tratado qualquer de magia, esperava-lhe como castigo a pena de morte, a partir do momento em que franqueasse os limites do país nabateu, ou da vetusta terra de Menfis:
«Que não se encontre junto a ti a nenhum daqueles que pratique as adivinhações, o sortilégio, o augúrio, a magia; que pratique feitiços, que consulte aos espectros e aos espíritos familiares, que interrogue aos mortos.» (Deuteronômio, 18, 10-11.)
Por isso:
«Não deixará viver a quem pratica a magia...» (Êxodo, 22, 17.)
E este ostracismo chegava muito longe. No século I de nossa era, Rabbi Ismael Ben Elischa, neto do supremo sacerdote executado pelos romanos, impede a seu sobrinho Ben Dama que se deixe curar por um cristão de uma mordida de serpente. Apóia sua oposição no tratado talmúdico Abhodah Zarah (27 B), o qual ensina que:
«Vale mais perecer que ser salvado pela magia...»
Assim, para os judeus, Jesus operava seus prodígios sustentando-se em seus conhecimentos de magia, que tinha aprendido e usado no Egito, e cujos elementos essenciais tinha conseguido dissimular sob suas roupas ao passar a fronteira. (Qiddouschim, 49 B; Schab., 75 A e 104 B.) Todos os seus discípulos eram como ele, já que ele lhes tinha ensinado seus segredos. Isso é o que explica seus milagres e o êxito que estes traziam equipado para eles, de cara à multidão ignorante.
Na mesma época se verá como Rabbi Eliezer Ben Hyrcanos, que tinha sido acusado de haver-se feito cristão em segredo, obteve finalmente a graça, ao haver-se chegado à conclusão de que um homem tão sábio, tão fiel observador da lei, não poderia extraviar-se; de tal modo, não teria caído em uma espécie de feitiço espiritual, praticado pelos discípulos de Jesus.
Reconheçamos que esta opinião era ainda compartilhada por uma percentagem bastante elevada de cristãos no século V. Em efeito, está demonstrado que os Evangelhos chamados «da Infância», que se compõem do Protoevangelho de Santiago; do Evangelho do pseudo Mateus; da História de José, o carpinteiro; e do Evangelho de Tomás; repartem-se em fragmentos que podem ter sido compostos, uns ao finais do século II, e outros no século V.
Pois bem, em todos esses textos mostra-nos ao menino Jesus dotado de faculdades mediúnicas extraordinárias; já apto para realizar prodígios, a mercê de suas reações infantis. Vê-lhe penetrar em uma caverna, onde uma leoa acaba de parir. Esta brinca e pula com Jesus, junto com os leãozinhos. E uma palmeira se inclina ante uma ordem dela, para oferecer à Maria, sua mãe, as tâmaras que deseja. Uma fonte brota por ordem dela, para saciar a sede de seus pais. No templo de Hennópolis, no Egito, as trezentas e sessenta e cinco estátuas das divindades cotidianas das paréneses caem ao chão. Quando brinca com a terra e a água, de retorno à Judeia, aqueles que danificam suas frágeis construções caem mortos aos seus pés. Modela uma dúzia de pássaros em argila, e lhes dá vida com apenas uma palmada.
Ante a indignação da população, consecutiva ao abuso que faz de seus poderes, seus pais o encerram em casa e não lhe deixam sair. Então, tanto para fazer-se perdoar, para demonstrar seu poder, Jesus devolve a vida a um menino ao que acabava de lançar um feitiço mortal. Confiam-no a um mestre de idade muito avançada para que lhe ensine a ler. O mestre, ao golpear Jesus com uma varinha de estoraque, cai imediatamente morto. Um fato confirma nos Evangelhos canônicos esse caráter rancoroso de Jesus: é o episódio da figueira (Mateus, 21, 19 e Marcos, 11, 21), que deveria ter dado figos a Jesus, instantaneamente, e fora de temporada, e a quem ele amaldiçoa por não o haver feito.
Em todos esses apócrifos, o pai de Jesus se chama José, evidentemente. Mas permaneceram alguns fragmentos de uma veracidade que a seguir foi sabiamente sufocada. Entre eles estão, por exemplo, os seguintes do pseudo Mateus sobre seus irmãos:
«Quando José ia a um banquete com seus filhos Santiago, José, Judas e Simão, assim como com suas duas filhas. Jesus e sua mãe iam também, junto com a irmã desta, chamada Maria, filha de Cléofas...» (Cf. Evangelho do pseudo Mateus, 42, 1.)
«José enviou então a seu filho Santiago para recolher lenha e levá-la a casa, e o menino Jesus lhe seguia. Mas enquanto Santiago reunia os ramos, uma víbora lhe mordeu na mão. E como sofria e morria. Jesus aproximou-se e soprou na ferida. Imediatamente a dor cessou e a víbora caiu morta, e Santiago permaneceu então são e salvo.» (Op. cit., 16,1.)
Nos apócrifos etíopes encontram o mesmo. Vemos Jesus, em sua idade madura, comunicando a seus discípulos fórmulas mágicas estranhas, algumas das quais encontraremos nos formulários, que todo bom doblara abissínio deve indevidamente possuir. [16]
[16 - O doblara é, em Abissínia (atual Etiópia), um corista da igreja que ademais, pratica a magia «branca», porque a negra está severamente reprimida.]
Essas são as crenças supersticiosas que compartilhavam os judeus e os cristãos em relação aos «poderes» de Jesus.
O que é seguro é que os cristãos mais fechados à análise racional de um texto não poderão negar que Jesus utilizava uma técnica. E esta é a prova:
Em sua ingenuidade os crentes ordinários imaginam que bastava Jesus dar uma ordem para que o milagre se produzisse. E nada disso. Há matizes, e os procedimentos diferem segundo a natureza do resultado desejado. Os seguintes textos o provam:
«Quando partiu dali, Jesus foi seguido por dois cegos que davam vozes e diziam: "Filho de David, tenha piedade de nós!" Assim que chegou à casa, os cegos aproximaram-se e Jesus lhes disse: "Creem que posso eu fazer isto?" Responderam-lhe: "Sim, Senhor". Então tocou seus olhos, dizendo: "Faça-se em vós segundo sua fé". E abriram seus olhos...» (Mateus, 9, 27.)
«Chegaram à Betsaida, e levaram à Jesus um cego, rogando-lhe que o tocasse. Tomando a mão do cego, tirou-o fora do povo, e, pondo saliva em seus olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via algo. O cego olhou e disse: "Vejo homens, mas algo assim como árvores que andam". Jesus pôs-lhe de novo as mãos sobre os olhos, e quando o cego olhou fixamente, foi curado, e viu com toda nitidez.» (Marcos, 8,22-26.)
«Passando, viu Jesus a um homem cego de nascimento [...]. E depois de haver dito isto, cuspiu no chão e fez um pouco de lodo com a saliva. Logo aplicou este lodo sobre os olhos do cego e lhe disse: "Vai e lava-te na piscina de Siloé". Foi, pois, ali e se lavou, e retornou vendo claro.» (João, 9,1 e 6-7.)
A piscina de Siloé estava situada perto de uma das portas de Jerusalém. Era ali onde os sacerdotes, revestidos com seus atavios festivos, tiravam água que utilizavam para as purificações rituais do Templo. Desde que o profeta Isaías a louvou (Isaías, 8, 6) consideravam-na Santa; ainda na Idade Média tinha fama, entre os muçulmanos, de dispensar uma água milagrosa. Com efeito, nestes três milagres se vê que Jesus emprega três técnicas diferentes:
a) no primeiro caso, a fé dos cegos garantia o resultado, por isso bastava-lhe tocar seus olhos;
b) no segundo caso, põe sua saliva sobre as pálpebras do cego, e lhe impõe as mãos. Ao ser incompleto o resultado, começa de novo a operação, e por fim o cego vê;
c) no terceiro caso, utiliza uma velha receita da farmacopeia antiga. Um código médico do século III, atribuído ao Serenus Sammonicus, recomenda a aplicação de uma camada de lodo para curar os tumores dos olhos. Mas Jesus acrescenta a isso, a modo de complemento, a imersão na piscina milagrosa de Siloé, ou pelo menos a lavagem dos olhos nessas célebres águas.
Sobre o fato de que Jesus utilizasse a saliva na cura das afecções oculares, este não faz mais que empregar uma receita antiquíssima que se apóia no valor terapêutico da saliva. Nos Anais de cirurgia plástica de abril de 1961, páginas 235-242, podemos ler no artigo «As derivações salivais parotídeas na xeroftalmia» as seguintes passagens:
«A síndrome xeroftálmica que se desenvolve sobre um olho com secreção lacrimal pobre ou ausente, conduz a queratinização ou a descamação da conjuntiva secada, com formação de aderências... A córnea se opacifica... As pestanas, ao roçar, convertem-se em um fator de ulceração... A descida da acuidade visual desemboca frequentemente em uma cegueira completa.»
«A saliva e as lágrimas têm uma composição muito parecida, e contêm ambas as lisozimas, substância bacteriostática de proteção.» O cirurgião comunicará então, por via mucosa intra bucal, o canal secretor das glândulas salivais com o fundo do saco conjuntivo. E «...disso resultará para o doente uma melhora espontânea da acuidade visual...» (Op. cit.)
Deste conhecimento inconsciente é de onde deriva o gesto de numerosos escolares que, afligidos por dor nos olhos, umedecem com sua saliva, com ajuda de seus indicadores, os lagrimais doloridos, enquanto fazem seus deveres sob lamparina caseira.
No caso do exorcismo que nos conta Mateus (17, 21), também aí se utilizou uma técnica. Julgue-se:
«Então se aproximaram os discípulos à Jesus e à parte lhe perguntaram: "Como é que nós não pudemos expulsar esse demônio?" Jesus lhes respondeu: "Por causa de vossa incredulidade; porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a essa montanha: Passa daqui para acolá, e passaria, e nada vos seria impossível. Mas esta raça de demônios não se pode expulsar, senão mediante a oração e o jejum..."» (Mateus, 17,19-21.)
Em primeiro lugar, observaremos que existe contradição. O texto nos diz que nada é impossível para a pessoa absoluta e sincera. Mas o mesmo texto nos precisa os elementos de uma técnica, ascética e mística, para a obtenção do resultado: a oração e o jejum. Há aí uma indiscutível contradição, já que a frase final implica que, segundo a natureza dos demônios, segundo sua espécie, deve utilizar um procedimento, ou outro. Portanto, a fé por si só é insuficiente, e terá que lhe acrescentar um suporte psíquico: jejum, oração, sacramental (azeite, saliva, lodo, água, etc.). [17]
[17- Jesus não devia jejuar muito, porque ele mesmo reconhece (Mateus, 11, 19) que tinha a reputação de «comedor e bebedor». E são Jerônimo, em sua Vulgata, utiliza o termo latino potalor, que traduzimos por «bêbado»]
Há outros casos nos quais a análise deve ser mais sutil, mais prudente. Assim, por exemplo, o caso do possesso de Gerasa. Um homem está possuído por numerosos demônios. Vive nos lugares desérticos e nos sepulcros. Rompe as cadeias e os ferros com os quais lhe quer reduzir. Jesus vem, ordena aos demônios que deixem a esse homem. Eles suplicam-lhe:
«...e lhe rogavam encarecidamente que não lhes mandasse voltar para o abismo. Pois bem, havia ali uma manada de porcos, bastante numerosa, pastando no monte, e suplicaram a Jesus que lhes permitisse entrar neles. Permitiu-o. E saindo os demônios do homem, entraram nos porcos; a manada lançou-se por um precipício abaixo até o lago, e afogou-se. Vendo os porqueiros o acontecido, fugiram e o anunciaram na cidade e nos campos...» (Lucas, 8, 31-35.)
Observaremos, em primeiro lugar, que não são javalis, a não ser porcos domésticos, dado que se trata de uma manada com porqueiros. A cena tem lugar no «país dos gerasenos, que está frente a Galiléia». É, portanto, a Galaadítide. Mas que probabilidades tem que ali se criassem porcos, animais cujo consumo estava formalmente proibido pela lei, e cuja utilização, preparação e venda eram, por conseguinte, mais que aleatórias? Por outra parte, na Gerasa e em sua região não há lago algum. Para evitar este abrolho nos quis transferir a cena à Betsaida-Julias, nas bordas do lago Tiberíades, aliás de Genezaret, aliás mar da Galiléia. Mas então o acontecimento não se desenvolve já no país da Gerasa, nem em Galaadítide, a não ser na Gaulanítide, e a mais de oitenta quilômetros a vôo de pássaro da Gerasa... Uma vez mais, os escribas anônimos do século IV imaginaram algo, sem parar para refletir.
Por último, em Voyage en Orient de Gérard de Nerval lemos o seguinte, e é Avicena quem fala:
«Sempre disse que o cânhamo com o qual se faz a pasta de haschich era essa mesma erva que, conforme dizia Hipócrates, comunicava aos animais uma espécie de raiva que lhes induzia a precipitar-se ao mar.»
De fato, se fizermos uma seleção entre os acontecimentos milagrosos cuja origem é incontrolável, que os judeus atribuem à magia e os cristãos a milagres, vemos que a vida de Jesus está dominada por três fatos importantes:
a) o encontro com o Príncipe das Trevas, no topo da montanha da Quarentena, no deserto de Judá;
b) a evocação de Moisés e de Elias, no topo do Tabor;
c) o diálogo final, pouco antes de sua detenção, no monte das Oliveiras, com um «pai» misterioso.
Pois bem, tudo isso constitui uma sequência de operações mágicas, proibidas sob pena de morte pela religião judia.
Na cena da Tentação (Mateus, 4; Marcos, 1; Lucas, 4), Jesus é impulsionado pelo Espírito a isolar-se durante quarenta dias e quarenta noites, no topo de um monte ao que em nossos dias se denomina o monte da Quarentena, e nos precisa claramente que é para ser tentado ali pelo Diabo. Trata-se de uma prova iniciática: o operante deve triunfar sobre as forças baixas, se quer obter o apoio das forças do Alto. Este mesmo episódio se encontra na vida de Buda e de todos os grandes taumaturgos. Depois, o triunfador é «assistido por todo o Céu e obedecido por todo o Inferno», segundo a conclusão perfeitamente conhecida por todos os cabalistas.
Mas se tinha tratado de uma evocação, na qual se chama uma entidade, conjurada por ritos e palavras, e a obriga a manifestar-se, ou pelo contrário esse retiro de quarenta dias, na solidão e em jejum, não previa explicitamente a aparição, mas sim veio de forma inesperada? Nenhum texto o precisa. Por outra parte, terá que considerar como um exagero evidente o fato de que Jesus tivesse permanecido quarenta dias sem beber, nas terríveis solidões do deserto de Judá. Submetido a todas as vicissitudes da carne, sofreu a flagelação, a crucificação, e morreu, bem por causa desta, ou da ferida de lança do legionário romano, mas é absolutamente impensável que tivesse resistido, no meio do calor tórrido e das pedras reaquecidas, a semelhante desidratação.
Seja o que for, o encontro com uma «manifestação» do Princípio do Mal é o primeiro fato mágico importante da vida de Jesus. Existe ainda um segundo fato, que geralmente passa desapercebido: com esse Princípio teve lugar um segundo encontro, um, pelo menos. E este se desenvolveu imediatamente antes de sua detenção, ou, quando muito, uns quantos dias antes.
«E o Senhor disse: Simão, Simão, eis aí vos pediu Satanás com instância para joeirar como o trigo. Mas eu roguei por ti, para que não desfaleça tua fé, e tu, enfim depois de convertido, conforta a teus irmãos...» (Lucas, 22, 31-32.)
A Vulgata de são Jerônimo diz exatamente conversus, que significa transformado, mudado.
O que pode deduzir-se desses frequentes «contatos» com o Adversário?
A segunda grande operação teúrgica tem lugar no topo do monte Tabor; trata-se da célebre cena conhecida como a da Transfiguração; encontraremo-la relatada com todo detalhe em Mateus (17), Marcos (9, 2), Lucas (9, 29), João (1, 14), e na segunda Epístola de Pedro (1, 16).
«Seis dias depois, tomou Jesus ao Pedro, ao Santiago e ao João, seu irmão, e os levou à parte, a um monte alto. Ali se transfigurou ante eles, brilhou seu rosto como o sol, e suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E lhes apareceram Moisés e Elias falando com ele. Pedro, tomando a palavra, disse ao Jesus: "Senhor, bom é que estejamos aqui! Se quiser, levantarei três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e outro para Elias..." Ainda estava ele falando, quando uma nuvem resplandecente os cobriu. E eis aqui que uma voz, procedente da nuvem, disse: "Este é meu filho bem amado, em quem tenho minha complacência, lhe escutem!" Quando ouviram esta voz, os discípulos caíram de bruços, sobressaltados de grande temor. Mas Jesus, aproximando-se deles, tocou-os e lhes disse: "Levantai-vos, não temais..." Elevando eles os olhos, não viram ninguém, tão somente Jesus.
»Enquanto desciam da montanha. Jesus lhes deu esta ordem: "Não digais a pessoa alguma o que vistes, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos".» (Mateus, 17,1-9.)
Em primeiro lugar, observaremos que esta evocação apela a dois mortos, já que Moisés tinha morrido, na cúpula do monte Nebo, fazia quatorze séculos. E quanto ao Elias, este fazia onze séculos que «um carro de fogo e uns cavalos de fogo» o tinham levado para o céu, ante a estupefação de seu discípulo Eliseu. Se se tivesse tratado da simples manifestação de sua filiação divina, Jesus teria podido levá-la a cabo em Jerusalém, na habitação mais alta da casa de um amigo. Mas como se tratava de uma evocação dos mortos, devia ter lugar em um local afastado, em um lugar desértico, próximo ao céu, por duas razões. A primeira apoiava-se no fato de que semelhantes ritos exigem ser praticados de forma que não se corra o risco de ser incomodado pela chegada inopinada de profanos. A segunda devido a que, em Israel, não se brincava com essas coisas que, ao serem descobertas, implicavam a pena de morte em virtude das Escrituras: Deuteronômio (18, 10-11), e Êxodo (12, 35-36). Desde onde a recomendação de Jesus: «Não digais a pessoa alguma o que vistes...» (Mateus, 17, 9.)
Quanto à finalidade de tal evocação. Lucas é quem nos revela isso, ao nos dizer:
«E eis aqui que dois varões falavam com ele. Moisés e Elias, que apareciam gloriosos e lhe falavam de sua partida, que tinha que se cumprir em Jerusalém..,» (Lucas, 9, 30-31.)
De maneira que foi conhecer seu destino próximo pelo qual convocou Moisés e Elias, os dois guias essenciais da história de Israel. Está estabelecido o fato de que tudo isso foi acompanhado dos sahumerios mágicos habituais com potentes alucinógenos, pelo delírio e pela embriaguez, que demonstram seus discípulos, e a incoerência das palavras de Simão-Pedro, quem sonha acordado e quer levantar tabernáculos para os recém chegados. Porque Lucas, antes, diz-nos que «Pedro e seus companheiros estavam carregados de sono...» (Lucas, 9, 32), e de Pedro que «não sabia o que dizia...» (Lucas, 9, 34.)
Quanto à nuvem luminosa, a explicação é muito singela. Se alguém se situar no topo de uma montanha, em uma região com o céu impecavelmente azul, se chegar uma nuvem e o observador se achar envolto por tal nuvem, ao continuar o sol dando sobre essa montanha, fará da nuvem um verdadeiro difusor de luz, e será tal o contraste, que o observador, sobretudo se estiver vestido de branco, parecerá ainda mais deslumbrante.
E chegamos agora à última evocação, a que teve lugar a noite da detenção de Jesus, no monte das Oliveiras, perto de Betânia, num lugar chamado Getsêmani, que designava um lagar de azeite. Vejamos o relato de Lucas:
«Depois de sair foi, segundo costume, ao monte das Oliveiras, e lhe seguiram também seus discípulos. Uma vez chegado ali, disse-lhes: "Orem, para que não caiam em tentação..." separou-se deles a uma distância como de um tiro de pedra, e, posto de joelhos, orava: "Pai, se é do teu agrado, transfere de mim este cálice! Não se faça contudo minha vontade, senão a tua". Então lhe apareceu um anjo do céu, para o confortava.» (Lucas, 22, 39-43.)
«Depois de ter orado, levantou-se, veio para os discípulos e, encontrando-os dormitados pela tristeza, disse-lhes: "Quê, vós dormis? Levantai-vos, orai, para que não entreis em tentação".» (Lucas, 22, 45.)
Aqui vamos expor uma primeira pergunta: como pode alguém dormir de tristeza? A angústia e a pena o que fazem é tirar o sono. Esse «sono de tristeza», esse sono saturniano, está produzido aí, uma vez mais, por sahumerios, provavelmente da Datura stramonium ou de beleno, misturado com gálbano, o helbénáh dos sahumerios do Templo. Porque aí se trata de uma nova evocação, agora não interroga ao Moisés e ao Elias, a não ser a seu pai. Mas a qual? Compreenderemo-lo mais tarde.
A segunda pergunta é a seguinte: se os discípulos dormiram, e se estava afastado, à distância de um tiro de pedra, como se conhecem os termos de seu diálogo com seu pai? Não por eles, posto que dormem. Tampouco por ele, dado que Jesus ainda não tinha terminado de admoestar a seus discípulos, por fim acordados, quando os soldados romanos da Coorte, os servidores do Templo, armados com espadas e clavas, conduzidos por Judas Iscariote, seu sobrinho, chegam à luz das tochas e procedem imediatamente a sua detenção.
É através de um personagem, do que só nos fala Marcos, por quem conhecemos estas coisas, e os detalhes são dos mais curiosos:
«E lhe abandonando, fugiram todos. Um certo jovem lhe seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. Trataram de apoderar-se dele, mas ele, deixando o lençol, fugiu nu...» (Marcos, 14, 50-52.)
Em primeiro lugar, estranho o fato de que em pleno mês de março, na Judeia, no topo do monte das Oliveiras, ocorra a um jovem deslocar-se só com um lençol vestido, ainda de noite, nas horas mais frias, tão frias que se acenderá fogo no átrio do Caifás, alguns instantes mais tarde, ali onde Pedro renegará seu Mestre. (João, 18,18.)
Não se trata de um lençol no sentido literal da palavra. O latim da Vulgata de são Jerônimo, texto oficial da Igreja, tampouco emprega o termo latino pannus, que significaria pano. E não se trata de um lençol de cama, dado que naquela época não se conheciam essas coisas. Os judeus deitavam-se sobre esteiras, igual a todos os povos dessas regiões. Os romanos utilizavam camas de armar, com coberturas de lã ou de pele. Os francos utilizavam colchões, e, no pior dos casos, colchonetes. Porém, não havia lençóis de tecido, coisa bastante recente, dado que ainda em nossa época, na Alemanha e na Áustria, muitas camas das zonas rurais costumam levar só um lençol.
Na realidade, a Vulgata de são Jerônimo utiliza o termo latino sindon, que significa exatamente um sudário. E um sudário não tem nada em comum com as vestimentas rituais que devia levar um judeu daqueles tempos.
É este jovem o que representa o papel do anjo «vindo do céu para lhe reconfortar» e que nos narra Lucas (22, 39-44). E é através dele como conhecemos a prece que Jesus dirige a «seu pai». É o comparsa clássico em todo espetáculo deste tipo; em jargão isto se chama um «barão». E compreendemos que toda esta cenografia tem como finalidade reconfortar, efetivamente, ao Jesus em sua missão, missão da que ele não ignora que vai conduzir-lhe a uma morte horrível, sem esperança alguma de conseguir liberar Israel e restabelecer a realeza davídica. Não ignora que esta missão, desde que se retirou à Fenícia, ele a transladou já a outro «reino», que não é deste mundo. Mas os fanáticos que lhe rodeiam não o escutam nesta mesma sintonia.
Uns tinham montado este engano para catapultá-lo de novo a esse messianismo puramente político e sem esperanças de êxito. Outro tinha chegado já mais longe, e já o tinha denunciado: seu próprio sobrinho, Judas Iscariote, filho de Simão Pedro. Uma vez desaparecido Jesus, a filiação de Israel passava ao Simão Pedro, e ele, Judas, convertia-se no «delfim»... Quanto a outros, aproveitando a escuridão da noite, a pouca luz produzida pelas tochas, fundiriam-se nas trevas do monte das Oliveiras e empreenderiam a fuga sem nenhum escrúpulo. [18]
[18- Simão era, eletivamente, irmão de Jesus: «...e não se chamam seus irmãos José, Tiago, Simão e Judas?...» (Mateus, 13, 55). Por outra parte, Judas Iscariote, é o filho de Simão: «Um de seus discípulos, Judas Iscariote, filho de Simão...» (João 12, 4). E os outros textos nos precisam que se trata de «irmãos segundo a carne». (Paulo, Romanos, 9, 5; Eusébio da Cesárea, História eclesiástica, III, XX, 1.) Quanto aos famosos «trinta denários», se aparecerem aí é porque foram introduzidos pelos falsificadores anônimos que redigiram os pseudo evangelhos, para justificar a passagem de Zacarias (II, 12): «Então pesaram trinta sidos de prata para lhe pagar». Porque se se tivesse posto preço sobre a cabeça de Jesus, é indubitável que a soma teria sido muito mais considerável.]
Todavia, para os judeus de então não havia dúvida alguma de que tinha utilizado as ciências proibidas. O rumor de seu encontro com Samael nas solidões do deserto de Judá deve ter estendido-se. Sabia-se que tinha vencido ao Príncipe das Trevas. Portanto este, segundo a tradição mágica comum, era seu escravo, posto que Jesus o tinha domado:
«Mas os fariseus replicavam: "Por meio do Príncipe dos Demônios expulsa aos demônios..."» (Mateus, 9, 34.)
«E se estendeu o rumor de que tinha um Espírito impuro (subentende-se que a sua "disposição")...» (Marcos, 3, 30.)
No episódio da mulher adúltera parece utilizar um procedimento mágico, bem de adivinhação, ou de purificação:
«Jesus, inclinando-se, escrevia com seu dedo na terra. Como eles insistissem em lhe perguntar, ele, incorporando-se, disse-lhes: "O que de vós outros esteja sem pecado, seja o primeiro que a apedreje..." (subentendia-se que a pedra da lapidação, castigo que se aplicava às mulheres adúlteras segundo a lei).» (João, 8, 6-7.)
Aqui tratava-se, provavelmente, de uma consulta geomântica. Ainda em nossa época, em Marrocos, Tunísia e todo o Próximo Oriente alguns adivinhos praticam consultas mediante o procedimento adivinhatório denominado Darb-el-remel, ou «arte da areia». Com ajuda de pontos ou de raias riscadas sobre a areia se obtêm figuras com valor de oráculo, cujo número é invariavelmente de dezesseis, e que dão a resposta à pergunta formulada.
Podia tratar-se também de um procedimento de «desprendimento» psíquico particular. Riscam-se sobre a areia, ou sobre a terra determinados diagramas mágicos, faz-se passar o sujeito em questão por cima, e este se encontra liberado, já que o espírito mau, autor do mal, não pode suportar a passagem por cima dos caracteres sagrados. Este é, do mesmo modo, a origem das tatuagens protetoras.
A indulgência de Jesus para as mulheres adúlteras, ou às prostitutas, vem justificada pela presença de várias delas em sua genealogia ancestral.
Em primeiro lugar está Tamar, quem na Gênesis (38, 12 a 19) se prostitui a seu sogro em uma encruzilhada de caminhos, sem que ele a reconheça, para conseguir casar-se depois. Logo está Rahab, a prostituta oficial de Jericó, que oculta aos espiões enviados por Josué, antes da destruição da cidade, e por isso salva sua vida (Josué, 2, 1 e ss.; 6, 17 e ss.); depois se casa com Salmon, filho de Naasson, príncipe de Judá, e será mãe de Booz (Mateus, 1, 5). Temos a seguir Ruth, esposa de Maalon, e logo mulher de Booz; esta era de origem moabita, raça originada pelo incesto entre Lot, bêbado, e suas duas filhas, origem que deveria proibir a Ruth o acesso a uma família judia tradicionalista. (Ruth, 1, 4 e ss.; 2, 2 e ss.; 3, 9 e ss.; 4, 5 e ss., e Mateus, 1, 5.) Está, por último, Betsabé, mulher de Urias, oficial de David, a quem este rei mandara assassinar para conservar à esposa daquele, de quem fez sua amante, sem que esta protestasse. De tal adultério nascera Salomão (II Samuel, 11, e Mateus, 1, 6).
Enfim, parece subentender-se que Jesus, igual a seus discípulos, não pôde tampouco curar a todos quantos tinham relação com ele:
«Achando-se Jesus na Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro...» (Mateus, 26, 6.)
Pois bem, tratava-se da casa de seu amigo Lázaro, irmão de Marta e Maria, quem lhe oferecia invariavelmente hospitalidade quando ele se encontrava em Jerusalém. [19] E tal Simão continuava leproso.
[19- Observaremos que Jesus não passa jamais a noite na cidade Santa de Israel. Quando obscurece, faz o que tinha que fazer, e em seguida vai dormir em Betânia. Ao pé do monte das Oliveiras, por mais cansado que esteja. Porque ao por do sol se fecham as portas de Jerusalém, enquanto que o povoado da Betânia não tem portas. E nas noturnas trevas das ruas não iluminadas, quando as portas estão fechadas e vigiadas, Jerusalém se convém em uma ratoeira. E quando a situação se agrava, já não vai dormir em Betânia, a não ser em Getsêmani, o lugar antes citado, que se acha no monte das Oliveiras, e no qual há uma prensa de azeitonas. De onde a frase de Mateus (8, 20) e de Lucas (9, 58).]
O episódio da evocação de Moisés e Elias no topo do monte Tabor é a encruzilhada do destino de Jesus. Até esse momento tinha sido, depois de seu pai, Judas da Gamala, o pretendente legítimo à realeza davídica. Seus discípulos, seus amigos, seus irmãos «carnais», chamam-lhe senhor (adonai) às vezes, porque é seu senhor. Naquela época, e durante séculos, esse termo substituía em todos os estados do Próximo Oriente ao «sir» medieval europeu. Em público, a esposa do rei chamava a este «meu prezado senhor» ou «sir».
Todavia, depois dessa estranha cerimônia, efetuada com Pedro, Santiago e João (serão os mesmos que lhe acompanharão na do Getsêmani), já não será o mesmo. Terá compreendido, ele sozinho, que o messianismo político, terrestre, não tem esperança. A Providência tem previstas outras coisas para o mundo, mais importantes que o restabelecimento dos descendentes de David no trono de um Estado minúsculo. É que dessa evocação algo subsiste nele, uma entidade muito elevada tomou posse dele, e a partir de agora se servirá dele para remodelar o mundo. Para ele, esta entidade se chama Elias. O que tem de assombroso nisso? Tão somente conhece sua própria mitologia nacional. Para as legiões, que partiam encabeçando seus exércitos, essa entidade tinha já, desde fazia séculos, outro nome: Mithra.
Desse fenômeno de «posse» psíquica, Jesus é perfeitamente consciente. Daí a frase, contida de desengano, que dirige ao Simão, o zelote, seu irmão «segundo a carne», e seu sucessor legítimo, por ordem de primogenitura, quando ele, Jesus, tenha desaparecido:
«Em verdade, em verdade te digo: quando tu eras mais moço tu te rodeavas, e ias por onde te dava na vontade. Mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro será o que te cinjas, e que te leve para onde tu não queiras...» (João, 21, 18.)
E no Gólgota, perecido na cruz da infâmia, será outra vez ao Elias a quem se dirigirá:
«Para a nona hora, exclamou Jesus com voz forte: "Eli, Eli, lamma sabachthani?..."» (Mateus, 27, 46.)
Os escribas anônimos que redigiram os pseudo evangelhos não deixam jamais de traduzi-lo por: «Deus meu! Deus meu! Por que me abandonaste?» (Mateus, 27, 47.) Mas os judeus que assistiram à crucificação e que o ouviram, não se equivocaram quando disseram: «Está chamando Elias...» (Mateus, 27, 48.)
Alguns exegetas e linguistas, especialistas em línguas mortas, consideraram que esta frase era fenícia, e que significava: «Senhor! Senhor! As trevas... As trevas...», o qual tinha explicação, dado que se tratava de um agonizante, cuja vista ia apagando-se, pouco a pouco, ou que, por causa de um fenômeno mediúnico suscitado pelo último estado, distinguia formas terroríficas, como as descritas pelo Livro dos Mortos tibetano, ou pelo apócrifo Livro de José, o Carpinteiro, e que não seriam a não ser fantasmas interiores, que se liberariam do subconsciente do agonizante.
Deixamos-lhes a responsabilidade de semelhante tradução, pois, a nosso parecer, e tal como logo vamos ver, essas últimas palavras de Jesus tinham uma significação muito distinta.
Miguel Monte, FRC; é Grão-Mestre da Ordem Elus-Cohens - Lojas Rondônia/Brasil.
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